Morte de Michael Jackson

25 Jun 2009 Cat.: Mundo

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Morre em Los Angeles o Rei do Pop Michael Jackson!

8. Uso do microfone

  • Falar com os lábios em direção ao microfone (em direção não quer dizer com os lábios grudados no
    microfone);
  • Não falar próximo demais do microfone, colando-se a ele, para evitar o pupear, o som do sopro. Em geral,
    é bom falar à distância média de um punho fechado ou um pouco mais de distância.
  • O próprio locutor ou leitor deve procurar ouvir o retorno de sua voz. Se ele ouvir com distinção e clareza, é sinal certo de que os ouvintes também estão ouvindo com distinção e agradabilidade.

Dinâmica: pedir para cada um ir falar no microfone.

9. Higiene Vocal
Definição:
São normas básicas que auxiliam a preservar a saúde vocal e prevenir o aparecimento de alterações e doenças.
“As normas de higiene vocal são simples devendo, portanto, serem respeitadas para que se evite o estabelecimento ou piora de algum problema vocal”.

Algumas normas básicas:

  • Pigarro, tosses: provocam atrito das pregas vocais de forma brusca;
  • Ar condicionado: reduz a umidade do ar ressecando o trato vocal;
  • Não fumar: a fumaça quente agride todo o sistema respiratório e principalmente as pregas vocais causando edemas.
  • Evitar café, mate e refrigerante gasosos, pois provocam o ressecamento das pregas vocais;
  • Balas, pastilhas e sprays locais acabam por mascarar a dor do esforço vocal, prejudicando mais ainda o estado das mucosas;
  • Postura corporal: o palestrante deverá manter o corpo livre para acompanhar espontaneamente o seu discurso;
  • Maçã: por sua propriedade adstringente é aconselhada antes de atividades que exijam maior tempo de fala.

Autor desconhecido

7. Comunicação corporal / gestos/ olhar

” Tanto na voz quanto no corpo, trazemos impressa nossa história de vida; este registro aparece em nossa estrutura corporal, em nossos bloqueios, em nossos gestos e em nossas expressões faciais. Nosso estado corporal é conseqüência das pressões externas ( do meio ambiente) e internas (idealizações) que, entrando em choque, provocam conflitos que se traduzem em contrações musculares” .
Comunicamo-nos não somente pelo uso da voz, mas com todo nosso corpo. A integração corpo-voz é um dos parâmetros básicos pelos quais devemos avaliar o equilíbrio emocional de um indivíduo. Assim, para uma comunicação ser efetiva e não gerar dúvidas no ouvinte, o corpo e a voz devem expressar a mesma intenção.

  • O OLHAR:

O olhar é fundamental para demonstrar o domínio da situação, o controle dinâmico e psicológico da platéia. Um olhar de simplicidade exerce extrema força sobre o público que, empaticamente, retribui o mesmo sem consciência disso.
Em contato individual o olhar deve ser definido. Você não deve evitar olhar nos olhos do outro mesmo que esteja se sentindo constrangido. Através do olhar você pode transmitir firmeza e segurança.
Dinâmica manter contato visual com um dos integrantes do grupo. Lembrar que o olhar é a porta da alma.

  • A VOZ:

A voz revela o nosso estado de saúde físico , psíquico e emocional.
Existem numerosos exercícios que auxiliam grandemente o aparelho fonador e que fornecem um excelente resultado. Falaremos sobre os exercícios adequados a cada um num segundo momento.
Dinâmica: mostrar fita com vários tipos de voz que demonstram segurança, insegurança…

  • OS GESTOS:

Existem duas correntes que discorrem sobre o gestual: uma prefere os gestos bem expressivos e a outra defende mais expressões do rosto. O ideal é que os gestos estejam compatíveis com a inflexão da voz e com o que o orador quer passar.

Gestos que devem ser evitados:

  • esfregar freqüentemente o nariz
  • limpar diligentemente os óculos com o lenço
  • tossir várias vezes para clarear a voz
  • coçar a cabeça
  • brincar com as chaves ou qualquer outro objeto
  • consultar várias vezes o relógio
  • apoiar-se na parede
  • apalpar várias vezes a gravata ou o cabelo
  • sentar-se em cima da mesa
  • apontar o dedo para o ouvinte.

Tais gestos podem demonstrar insegurança.
Dinâmica: observar os locutores e repórteres da televisão.

5. Sugestões para a boa comunicação
Podemos considerar seis elementos fundamentais para a boa comunicação:

  • Postura correta
  • Idéias organizadas
  • Olhar concentrado
  • Ouvir com atenção
  • Falar com clareza
  • Gestos adequados, coerentes.

6. Erros da comunicação / o que impede uma boa comunicação

  • Não saber ouvir
  • Não responder quando é perguntado
  • Interromper alguém que está falando
  • Mudar de assunto sem concluí-lo
  • Não prestar atenção na pessoa que está falando.

Aguardem as próximas dicas de Olhar, Voz e Gestos.

Autor desconhecido

Introdução:
O propósito da introdução é despertar a curiosidade e fazer suspense, ganhar atenção da platéia, fazer uma pequena transição lógica para entrar no assunto principal, central.

A introdução do discurso deve ser sempre curta, pois a verdadeira essência do discurso deve estar dentro do corpo do discurso.

Desenvolvimento:

É a parte mais importante do discurso, o orador vai passar aos ouvintes o que realmente está pretendendo, é aí que se encontra o verdadeiro objetivo, a finalidade da mensagem.

O que você deseja registrar na memória de seus ouvintes? Concentre-se no objetivo principal.

  • Prepare-se. É isto que lhe dará segurança. Conhecendo bem o assunto você terá entusiasmo e serenidade.
  • Use exemplos, fatos, histórias. Os ouvintes vão entender melhor quando você exemplifica o que está sendo dito.
  • Divida o seu discurso em três ou no máximo quatro partes. O ouvinte vai compreender melhor a idéia central desta maneira.

Conclusão:
O término de um discurso não deve apresentar nenhuma dúvida, hesitação. Algumas sugestões:

  • Faça um resumo;
  • Use um exemplo;
  • Reforce a mensagem;
  • Termine com uma interrogação sobre algo importante (dentro do tema, é claro).

No próximo, vamos saber mais sobre a boa comunicação e os erros de comunicação.

Autor desconhecido

1. Objetivo:

  • Preparar o participante para compreender a profundidade da arte de se comunicar;
  • Trabalhar a dicção e identificar bloqueios;
  • Conscientizar para a necessidade da coerência quanto à postura, idéias, olhar, fala e gestos;
  • Fornecer subsídios para cuidados estéticos/pessoais;
  • Fornecer suportes teóricos e práticos para uma boa apresentação pessoal, tanto no que se refere à dicção/ voz e estética.
  • Desenvolver o marketing pessoal.

2. Introdução:
Há muito tempo a arte da oratória vem ganhando notoriedade e importância. São raríssimos os comunicadores tais como jornalistas, apresentadores de televisão, radialistas, conferencistas, professores, recepcionistas, secretárias ou qualquer outro profissional que lide com o público, que não procuram aperfeiçoar sua oratória.

É praticamente uma unanimidade a noção de que aprimorar a dicção, o gestual, a expressão facial e corporal, e até mesmo a nossa apresentação física (considerada nosso “cartão de apresentação”), entre outras coisas, é fator fundamental e decisivo para o desempenho da tarefa de bem falar.

Estamos sempre nos comunicando uns com os outros e sabemos que toda relação supõe comunicação, seja falada, escrita, gesticulada ou a nossa própria aparência.

Assim, cada vez que uma pessoa se expressa enquanto outra lhe dá atenção, temos aí um orador a exercer a oratória.

3. Conhecendo o seu público
Cada platéia, cada grupo, tem suas características próprias.

  • Público infantil: necessitam de uma linguagem simples e material audiovisual como quadros, cartazes, vídeos, entre outros.
  • Jovens: apreciam uma linguagem mais descontraída, com relatos de acontecimentos pitorescos, curiosos.
  • Adultos: exigem uma comunicação mais sofisticada, exemplos sérios, práticos.
  • Idosos: em geral, são exigentes e precisam ser respeitados e muito valorizados. Gostam de ouvir experiências antigas, apreciam a simplicidade e a verdade.
  • Público feminino: gostam de elogios e valorização profissional. Gostam de ouvir palavras agradáveis e gentis. São mais observadoras.

4. Organização do discurso
O orador tem necessidade de organizar-se. Saber o objetivo que o leva a falar. Deve refletir sobre organização e lógica. Não pode iniciar falando de um tema e partir para outro, pois isso gera confusão no ouvinte, que perde o fio da meada.

Assim, o orador deve deixar uma impressão bem definida na mente dos ouvintes de forma que a platéia possa transmitir a mensagem a outras pessoas também de forma organizada e clara.

Para facilitar a apresentação pode-se seguir a seguinte estrutura:

  • Introdução (ou exórdio);
  • Conclusão (ou término ou peroração).

Na segunda parte, vamos mostrar a introdução, desenvolvimento e conclusão do discurso.

O autor dessa obra é desconhecido.

Ele chegou a ser socorrido ao hospital de Santo André, mas não resistiu aos ferimentos

O locutor da Rádio 89 FM, de São Paulo, Sandro Anderson da Silva, de 42 anos, morreu em um acidente de moto na noite deste domingo, 7, em Santo André, no ABC paulista.

Conforme informações da Polícia Civil, ele estava em sua moto Suzuki e bateu em um poste ao fazer uma curva na Rua Ramiro Corleone, no Centro, por volta das 21h30. Silva foi levado ao pronto-socorro (PS) da Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos.

Por: Daniela do Canto, da Central de Notícias

Problema:
Ao tentar inserir um número de página em um documento do Microsoft Office Word 2007, as opções de números de página e os estilos de Galeria para a parte superior da página , parte inferior da página , margens da página ou as configurações da posição atual podem estar indisponível ou faltando.

Por exemplo, quando você clicar em número de página no cabeçalho e rodapégrupo na guia Inserir e, em seguida, aponte para a parte superior da página , a opção de Salvar seleção como número de página (início) é não está disponível.

Além disso, você pode enfrentar um ou mais dos seguintes sintomas: Você receber uma mensagem de erro que afirma que o modelo de “Criando Blocks.dotx” está ausente.
O organizador de blocos de construção está vazio. Além disso, as opções em que o organizador não estão disponíveis. Como alternativa, nada acontece quando você clica uma opção.

Observação Para abrir a biblioteca de blocos de construção, clique em Parts rápido no grupo texto na guia Inserir e, em seguida, clique em organizador blocos de construção .
As opções de números de página e os estilos da Galeria para cabeçalhos ou rodapés podem estar indisponível ou ausente quando você clica em cabeçalho ou rodapé in the cabeçalho e rodapégrupo na guia Inserir .

Solução:
Para resolver esse problema, execute essas etapas: 1. 2. 3. Repare a instalação do Office de 2007. Para fazer isso, execute estas etapas. Para resolver esse problema, execute estas etapas: Localize o modelo de “Blocks.dotx Criando” na seguinte pasta e, em seguida, renomeie o modelo “Criando Blocks.old”:
C:\Documents and Settings\ user_name \Application Data\Microsoft\Document criando Blocks\ language ID
Por exemplo, se o idioma do modelo for inglês americano, substituir o language ID com 1033. 1033 é a identificação idioma inglês americano
Vista:
C:\Users\user_name\AppData\Roaming\Microsoft\Document criando Blocks\language ID
Localize o modelo de “Blocks.dotx Criando” na seguinte pasta e, em seguida, renomeie o modelo “Criando Blocks.old”:
C:\Arquivos de Programas\Microsoft Office\Office12\Document Parts\ language ID
Por exemplo, se o idioma do modelo for inglês americano, substituir o language ID com 1033. 1033 é a identificação idioma inglês americano
Repare a instalação do Office de 2007. Para fazer isso, execute estas etapas.

No Windows Vista
Clique em Iniciar > clique em Painel de controle , clique em programas e, em seguida, clique em Desinstalar um programa .
Clique na versão instalada do Word 2007 ou a versão instalada do conjunto do Office 2007 e, em seguida, clique em Alterar .
No programa de instalação do Office de 2007, clique em Reparar e clique em continuar .

Nas versões antigas do Windows
Clique em Iniciar , > clique em Painel de controle , clique em programas e, em seguida, clique em Desinstalar um programa .
Clique na versão instalada do Word 2007 ou a versão instalada do conjunto do Office 2007 e, em seguida, clique em Alterar .
No programa de instalação do Office de 2007, clique em Reparar e clique em continuar .
versões anteriores do Windows Clique em Iniciar , clique em Painel de controle e, em seguida, clique em Adicionar ou remover programas .
Clique na versão instalada do Word 2007 ou a versão instalada do conjunto do Office 2007 e, em seguida, clique em Alterar .
No programa de instalação do Office de 2007, clique em Reparar e clique em continuar .

Mais informações:
A cópia instalada do modelo “Blocks.dotx Criando” na pasta Arquivos de programa é a cópia instalada do modelo. O modelo será copiado da pasta Arquivos de programas para a pasta dados de aplicativos se o Word 2007 detecta que o modelo de “Criando Blocks.dotx” faz para não existir na pasta dados de aplicativos. A cópia instalada apenas é replicada para o perfil de usuário quando o usuário utiliza um recurso que usa uma galeria.

Você pode excluir a cópia instalada do modelo de “Criando Blocks.dotx” da pasta Arquivos de programas para remover o modelo do computador. Além disso, isso impedirá o Word 2007 duplicando o modelo para a pasta dados de aplicativos. Quando você repara a instalação do Word 2007 ou a instalação de conjunto do Office 2007, uma cópia limpa do modelo “Criando Blocks.dotx” está instalada no computador.

Se o modelo de “Criando Blocks.dotx” não for encontrado nas pastas que estão descritas na seção “Mais informações”, você pode ser usando uma versão não-Engligh do idioma de um conjunto do Office 2007. Examine as outras pastas de identificação de idioma para o modelo de “Criando Blocks.dotx” correto. Por exemplo, se a versão Espanhol (tradicional) de um conjunto do Office 2007 está instalada, examine a pasta 1034.

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Namoro, noivado, casamento. Qualquer relacionamento amoroso pode terminar em processo judicial, como mostram as inúmeras decisões do Superior Tribunal de Justiça referentes às relações de casal. As mais recentes tratam da aplicação da lei Maria da Penha (Lei 11.340/2006), que combate a violência doméstica e familiar contra a mulher.

Em julgado deste ano, a Terceira Seção concluiu pela possibilidade de aplicação da lei a relações de namoro, independentemente de coabitação. No entanto, segundo o colegiado, deve ser avaliada a situação específica de cada processo, para que o conceito de relações íntimas de afeto não seja ampliado para abranger relacionamentos esporádicos ou passageiros.

“É preciso existir nexo causal entre a conduta criminosa e a relação de intimidade existente entre autor e vítima, ou seja, a prática violenta deve estar relacionada ao vínculo afetivo existente entre vítima e agressor”, salientou a ministra Laurita Vaz. No processo, mesmo após quase dois anos do fim do namoro, o rapaz ameaçou a ex-namorada de morte quando ficou sabendo que ela teria novo relacionamento. O STJ determinou que a ação seja julgada pela Justiça comum, e não por Juizado Especial Criminal, como defendia o advogado do acusado da agressão.

Em outra questão sobre a Lei Maria da Penha e namoro, o STJ entendeu ser possível o Ministério Público (MP) requerer medidas de proteção à vítima e seus familiares, quando a agressão é praticada em decorrência da relação. Para a desembargadora Jane Silva, à época convocada para o STJ, quando há comprovação de que a violência praticada contra a mulher, vítima de violência doméstica por sua vulnerabilidade e hipossuficiência, decorre do namoro e de que essa relação, independentemente de coabitação, pode ser considerada íntima, aplica-se a Lei Maria da Penha.

Noivado

O fim de um noivado pode gerar pendências no Judiciário, como o processo que foi julgado pelo STJ em 2002. Por uma questão constitucional, a Corte manteve a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) que isentou o ex-noivo de indenizar a ex-noiva e o pai dela, mesmo tendo desistido do casamento 15 dias antes de cerimônia, já com os convites distribuídos e as despesas pagas.

O TJSP reconheceu o direito da ex-noiva e de seu pai à indenização pelos prejuízos morais e financeiros sofridos por causa da desistência. No entanto, durante o processo, o ex-noivo obteve o benefício da Justiça gratuita para responder à ação e essa peculiaridade implicou a isenção da obrigação de indenizar os
autores. O TJSP se baseou no artigo 5º da Constituição Federal. No STJ, os ministros concluíram que o recurso, baseado no julgado do TJSP que seguiu o artigo 5º, não poderia ser analisado pela Corte, e sim pelo Supremo Tribunal Federal, por se referir a texto da Constituição. Por esse motivo, manteve a decisão do TJSP.

Casamento
Já está firmado o entendimento de que o imóvel de família onde o casal reside e, em alguns casos, com outros parentes é protegido pela Lei n. 8.009/90, que torna impenhorável esse tipo de imóvel. Segundo o STJ, essa proteção prevalece mesmo quando o casal decide separar-se. Em 2008, a Corte concluiu que a

impenhorabilidade do bem de família visa resguardar não somente o casal, mas a própria entidade familiar. Por isso, no caso de separação, não é extinta a impenhorabilidade, pelo contrário, surge uma duplicidade da entidade, que passa a ser composta pelo ex-marido e pela ex-mulher com os respectivos parentes.

Outro tema que surge em relação ao casamento ou à separação diz respeito ao uso de sobrenome. Em julgado de 2005, o STJ reconheceu a possibilidade de os noivos suprimirem um dos nomes que representa a família quando do casamento, desde que não haja prejuízo à ancestralidade (identificação da família) nem à sociedade, pois o nome civil é direito de personalidade.

A hipótese de continuar a usar o sobrenome do ex-marido após o divórcio também foi analisada pelo Superior Tribunal. Julgados autorizam a ex-mulher a manter o sobrenome do ex-marido, pois deve prevalecer a disposição legal que preserva o direito à identidade. Em uma das decisões, o Tribunal assinala que o uso pode permanecer, mesmo que isso gere desconforto e constrangimento ao homem. Em outra, o Tribunal avaliou a manutenção do nome após o fim de um matrimônio de 45 anos. A Corte concluiu que, neste caso, obrigar a ex-mulher a retirar o nome do ex-marido poderia causar grave dano à personalidade dela e prejuízo à sua identificação diante do longo tempo em que foi apresentada com tal sobrenome.

Ainda sobre o tema, o STJ analisou pedido de uso de nome em registro de óbito de companheiro (pessoa que conviveu em união estável). De acordo com o Tribunal, se não houve o reconhecimento oficial da convivência comum do casal, em união estável, o nome do companheiro da pessoa falecida não pode constar no registro do óbito. Para o ministro Aldir Passarinho Junior, esse entendimento não nega a legislação que rege a união estável, mas é preciso focar que o reconhecimento do relacionamento não se dá automaticamente. Além disso, a lei que regula os elementos possíveis de figurar na certidão de óbito é taxativa. Ainda segundo o ministro, é preciso cuidado no registro de óbito, já que dele podem vir consequências legais.

Também sobre casamento, o STJ analisou, em 2000, pedido de anulação de matrimônio impetrado pela noiva porque seu pai descobriu, durante a lua de mel, dívidas e títulos protestados contra o noivo. O recurso da noiva não foi conhecido pelo Tribunal. Segundo o ministro Ruy Rosado de Aguiar, relator do processo à época, caso prevalecesse o pedido da noiva pela nulidade, qualquer cheque devolvido ou fornecedor insatisfeito, chegando aos ouvidos da família da noiva, dariam margem a que seu pai fizesse com que o casal interrompesse a lua de mel, com imediata separação e ação de anulação. “O que reservar então aos falidos, concordatários, processados criminalmente, investigados por muitas mazelas?”, concluiu o relator.

Casos especiais
Além dos aspectos diretamente relacionados com namoro, noivado e casamento, partilha e pensão, o Tribunal da Cidadania já respondeu a diversas questões apontadas em recursos, como a de processos sobre regimes de bens. Em julgamento de 2008, a Corte permitiu a alteração do regime de bens de casamento celebrado sob a vigência do Código Civil de 1916 (antigo), possibilidade expressa no novo Código (de 2002), desde que respeitados os direitos de terceiros.

Em outro julgado, o Tribunal também definiu que cônjuges casados em comunhão de bens não podem contratar sociedade entre si. Segundo os ministros, as restrições previstas na lei pretendem evitar a utilização das sociedades como instrumento para encobrir fraudes ao regime de bens do casamento. Já os cônjuges casados em regime de separação de bens pelo Código Civil de 1916 podem realizar doações de bens entre si durante o matrimônio. O STJ entendeu válido esse tipo de operação.

Algumas pendências judiciais sobre união estável foram analisadas pelo Tribunal da Cidadania. Em uma delas, ele concluiu que o direito de companheiro à metade de imóvel dado como garantia em contrato não prevalece sobre o direito do credor a executar a hipoteca, se o companheiro que assinou o contrato de hipoteca omitiu a existência da união estável. Em outro caso, a Corte entendeu impossível o reconhecimento concomitante de duas uniões estáveis. Para os ministros, o objetivo de reconhecer a união estável e o fato de que ela é entidade familiar não autoriza que se identifiquem várias uniões estáveis. “Isso levaria, necessariamente, à possibilidade absurda de se reconhecerem entidades familiares múltiplas e concomitantes.”

Um caso de bigamia também chegou à análise do STJ. O Tribunal negou a homologação de uma sentença estrangeira que tornou nulo o casamento realizado no Brasil entre uma brasileira e um japonês, após ele descobrir que ela já era casada e tinha três filhos com o primeiro cônjuge. Segundo os ministros, como o casamento foi realizado no Brasil, portanto de acordo com a lei brasileira, o pedido de nulidade do matrimônio deve ser feito de acordo com a mesma lei, e não no Judiciário japonês, como ocorreu.

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6 May 2009 Cat.: Internet

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