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24 Jan
O período de recesso na Assembléia Legislativa poderá ser reduzido de 90 para 50 dias. A proposta foi definida ontem em conversa entre o presidente do Legislativo, Iradir Pietroski (PTB), e o deputado escolhido para sucedê-lo no cargo a partir do dia 31, Fernando Záchia (PMDB).
A intenção é consultar os demais 53 parlamentares nas próximas semanas para obter consenso sobre o novo intervalo do recesso. Com pelo menos quatro parlamentares dispostos a propor corte das férias, Pietroski e Záchia pretendem que o projeto seja apresentado pela Mesa Diretora. A medida evitaria que um único deputado recebesse o crédito pela iniciativa, que poderia render dividendos eleitorais.
Segundo o atual e o futuro presidentes da Casa, a pausa seria dividida em 15 dias na segunda quinzena de julho e 35 no verão, do final de dezembro ao final de janeiro. Caso os deputados obtenham o apoio da maioria, a proposta de emenda à Constituição do Estado deve ser protocolado na reabertura dos trabalhos, no dia 15 de fevereiro, em regime de urgência. A votação ocorreria em dois turnos até o final de março.
Se a mudança aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados permanecer em 55 dias de recesso, a Assembléia teria um intervalo menor do que o Congresso. Trinta e um dos 46 parlamentares ouvidos por Zero Hora demonstraram-se favoráveis a uma pausa de tempo inferior à negociada pela Câmara e pelo Senado. A tentativa de consenso, portanto, não deve encontrar dificuldades na Assembléia. Mas Záchia ressalva:
- Temos de conversar bastante, com calma, para ver o que pensam os colegas, até porque alguns têm iniciativas próprias sobre a matéria.
Os quatro parlamentares com propostas individuais – Elvino Bohn Gass (PT), Giovani Cherini (PDT), Jair Soares (PP) e Vilson Covatti (PP) – disseram estar abertos ao diálogo.
Saiba mais
As propostas de redução do recesso na Assembléia, hoje de 90 dias
Elvino Bohn Gass (PT) – 30 dias (em período a ser negociado).
Giovani Cherini (PDT) – 60 dias (julho e janeiro).
Jair Soares (PP) – de acordo com o período adotado pelo Congresso.
A Câmara dos Deputados aprovou na semana passada redução do recesso de 90 para 55 dias (de 23 de dezembro a 31 de janeiro e de 18 a 31 de julho). A proposta de emenda constituicional ainda pode sofrer alteração no Senado
Vilson Covatti (PP) – 45 dias (30 dias em janeiro e 15 dias em julho).
Como é hoje:
> 90 dias (30 dias em julho e 60 dias entre 15 de dezembro e 15 de fevereiro).
> Desde 2001 há propostas para reduzir o período de recesso dos deputados. A última tentativa de diminuir as férias parlamentares foi em 2004. O deputado Vilson Covatti (PP) propôs reduzir o recesso para 45 dias. Mas a decisão de extinguir, à época, o pagamento por convocação extraordinária impossibilitou acordo para o corte do recesso.
> Dos 55 deputados gaúchos, pelo menos 46 – todos ouvidos por Zero Hora – são favoráveis à diminuição das férias. Desses, 31 parlamentares sugerem um período menor do que os 55 dias aprovados pela Câmara.

Fonte: Jornal Zero Hora.
Esses políticos não tomam jeito, 90 dias de férias é muito tempo pra quem não faz quase nada e ainda por cima põe a mão e a “cueca” no dinheiro do povo, sendo pro bem deles tudo é aprovado em dois tempos, agora quando afeta-os em qualquer parte é uma enrolação do caramba mas fazer o que, eles é que tem o poder…
O que vc acha da redução nas férias dos deputados???
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