O Blog do Grupo UP do Brasil
28 Apr
“”Pesquisador descobre nova falha de alto risco no IE, a segunda nesta semana.”
ela segunda vez nesta semana, hackers descobriram uma falha até então desconhecida no Internet Explorer (IE), que pode ser usada para rodar softwares não autorizados em computadores com Windows.
A falha mais recente, reportada na quinta-feira (27/04), pode ser usada para assumir o controle de um PC e foi classificada como de “alto risco” pelo site de segurança FrSIRT.
Apesar da prova de conceito com o código que permitiria explorar a falha ter sido divulgada, tornando a vulnerabilidade mais perigosa, alguns fatores amenizam o risco.
Para assumir o controle do PC de um usuário, o autor do ataque primeiro precisaria atraí-lo para um site com códigos especiais e, em seguida, fazê-lo tomar algumas ações, como escrever um texto específico em um determinado campo, antes de conseguir rodar os códigos maliciosos.
O risco é ainda menor pelo fato do bug não afetar as versões mais recentes do Microsoft Windows e do Windows Server 2003, disse a FrSIRT.
Por causa destes fatores atenuantes, a Microsoft decidiu não corrigir a falha em atualizações do Internet Explorer.
“A vulnerabilidade não pode ser usada para executar código no sistema do usuário sem uma série de ações que não são comuns no uso típico de navegadores”, disse a Microsoft em uma declaração por escrito.
“Devido aos fatores atenuantes… determinamos que a falha será melhor endereçada em um service pack do que em uma atualização de segurança”, diz a declaração.
A Microsoft não está ciente de nenhum ataque que explore a vulnerabilidade até o momento, diz também o documento.
Quem não quiser esperar pelo próximo pacote de segurança do Internet Explorer pode se prevenir mudando as configurações de segurança do IE para que o navegador não exiba o texto antes de entregar conteúdo ativo, disse Matthew Murphy, pesquisador que descobriu a falha.
“A vulnerabilidade em questão depende fundamentalmente em uma fraqueza na forma como o navegador alerta o usuário sobre potencias conteúdos perigosos na web”, disse ele na lista de discussão Full Disclosure.
Contudo, esta solução pode fazer com que o IE não funcione apropriadamente em sites que dependem de controles ActiveX, alertou o pesquisador.
O Internet Explorer continua a ser o alvo principal dos ataques, o que levou a Microsoft a ter que corrigir uma série de falhas na última atualização de segurança do produto, lançada em 11 de abril.
No ultimo domingo, o pesquisador Michael Zalewski postou detalhes de outra falha crítica similar a esta no Full Disclosure. A Secunia classificou o bug de Zalewski como “altamente crítico”.” Fonte: IDGNow!
26 Apr
Em pesquisa realizada pelo IDG Now! avaliou-se o Internet Explorer, Firefox, Opera, Netscape e Safari, além da versão beta do Flock.Confira:
“Internet Explorer, Firefox, Opera, Netscape ou Safari? Com quais destes navegadores de internet eu vou acessar a internet?O IDG Now! testou todos e aponta os pontos fortes e fracos de cada um. Além disso, avaliamos o Flock, um browser ainda em versão beta, mas que incorpora os recursos da chamada Web 2.0.
Descrevemos também os principais recursos que você vai encontrar nas próximas versões do Internet Explorer, Firefox e Opera.
Segundo pesquisa da NetApplications, de março de 2006, o Internet Explorer tem 84,7% de participação do mercado. O Firefox chegou a 10,05%. O terceiro colocado é o Safari, da Apple, com 3,79%, seguido pelo Netscape (1,05%) e pelo Opera (0,54%).Nossa avaliação não elegeu o melhor ou o pior browser, mas destacou os pontos positivos e negativos de cada um deles para que você, leitor do IDG Now!, possa fazer sua escolha.
Confira os pontos de cada um:
>Firefox
>Flock
>Internet Explorer
>Opera
>Netscape
>Safari
Saiba como será a próxima versão do:
>Firefox 2.0
>Internet Explorer 7.0
>Opera 9
Veja também:
>Telas com os principais recursos “…
Fonte: IDG Now!
Comentando a Noticia:
Mesmo com 84,7% de participação no mercado o IE está sendo cada vez mais dominado pelos concorrentes, pois se formos analisar o que chama a atenção na galera que navega na net é o layout “coisas bonitas” ai que é entra a grande vantagem dos outros navegadores em relação ao IE, pois o mesmo vem mantendo o mesmo layout a tempos o próprio Bill Gates admitiu que a Microsoft errou ao não fazer essa alteração no seu navegador. Além disso tem outras questões como segurança e performance que o IE está sendo condenado. Vamos ver agora com a vinda dessas novas versões IE 7, Opera 9 e Firefox 2.0 como ficara essa questão envolvendo o maior meio de comunicação mundial “A Internet”…
23 Apr
Se um dia for possível ter um palmtop com a capacidade de um supercomputador, um passo nessa direção foi dado agora por uma equipe de físicos brasileiros e alemães. Eles conseguiram pela primeira vez fazer medições diretas do “emaranhamento”, uma propriedade das partículas elementares que ajudará na construção dos futuros computadores quânticos.
O “emaranhamento” é uma propriedade sutil das partículas quânticas, dizem os autores do estudo, realizado por três pesquisadores do Instituto de Física da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e dois do Instituto Max-Planck em Dresden, na Alemanha.
“As partículas físicas se emaranham porque interagem em dados momentos”, diz Luiz Davidovich, da UFRJ, especialista no estudo de partículas do mundo quântico como meio de codificação e transporte de informação e co-autor do estudo.
A experiência mediu o emaranhamento de pares de fótons –partículas da luz–, gerados através da iluminação de um cristal com um feixe de laser.
No mundo clássico, quando duas partículas interagem e depois se afastam, suas propriedades (como posição e velocidade) sempre se mantêm definidas. Já nas partículas quanticamente emaranhadas só é possível definir propriedades conjuntas.
O experimento utilizou dois pares de fótons e checou duas medidas independentes: a polarização (direção do campo elétrico) e o momento (associado ao recuo sofrido por um átomo quando emite um fóton).
Os cientistas conseguiram que tanto as polarizações como os momentos dos dois fótons do par ficassem emaranhados, com a configuração dos momentos igual à das polarizações. “Assim, as duas cópias foram construídas sobre o mesmo par de fótons, e uma única medida, realizada sobre um dos fótons do par, foi suficiente para determinar o emaranhamento”, dizem.
O emaranhamento é encarado como um recurso valioso no processamento e transmissão de informação; átomos e fótons emaranhados poderiam transmitir informação de forma mais rápida e eficiente do que chips eletrônicos.
Folha de S.Paulo
23 Apr
O Objetivo do jogo parece fácil: manter o avião voando em torno de uma ilha enquanto uma música suave toca. Mas a brincadeira logo se mostra mais séria. Em vez de utilizar um mouse ou um console, você precisa controlar o jogo com sensores ligados à sua cabeça. O avião só continuará a voar se as suas ondas cerebrais alcançarem um padrão pré-determinado. Parece impossível? Não é. Cada vez mais especialistas oferecem tratamentos com programas que lembram videogames e levam ao domínio de funções fisiológicas.
A idéia básica por trás dessas técnicas é a de treinamento: a cada vez que o corpo reage “certo”, o paciente vê, imediatamente, o resultado positivo na tela do computador -daí o nome “biofeedback”, termo que pode ser traduzido como resposta biológica.
Quem sofre de estresse, por exemplo, pode se deparar com um jogo de arco-e-flecha virtual, no qual só se ganham pontos se a musculatura estiver relaxada. O que o paciente vai fazer com tantos “pontos”? Nada. Mas, para o cérebro, isso já é o suficiente para estabelecer uma relação de recompensa.
“Começo a sessão e, quando vejo que a pessoa está bem calma, provoco: “como foi aquela briga com seu chefe?” Ela se contrai toda, os sensores captam a mudança e as flechas deixam de atingir o alvo. Aí ela tem de se obrigar a relaxar novamente”, conta a psicóloga Cacilda Amorim, diretora do Instituto Paulista de Déficit de Atenção.
Com o tempo, a tendência é que a pessoa aprenda a controlar o corpo para dar a resposta fisiológica certa –mesmo sem ter a mínima idéia de como consegue fazer isso. “A gente não precisa saber descrever para saber fazer”, diz Amorim.
O designer gráfico Marcos Fujimoto, 29, procurou o instituto em setembro do ano passado por sentir que seu raciocínio estava lento e a memória, fraca. O primeiro exame de “neurofeedback” mostrou que ele apresentava um excesso de ondas alfa (de baixa amplitude, associadas à sonolência).
“Até abandonei um emprego por causa disso. Eu queria fazer mais coisas, mas não conseguia e ficava ansioso e estressado. Aos poucos, estou conseguindo diminuir a quantidade de ondas lentas”, diz. Como? “Não sei explicar. Fico quieto, concentro-me no jogo e consigo.”
A técnica também se aplica ao desenvolvimento de habilidades que, embora consideradas de fácil controle pela maioria das pessoas, são um obstáculo para outras.
Os jogos são muito utilizados, por exemplo, para tratar casos de insônia. No hospital Albert Einstein (SP), o “biofeedback” é aplicado principalmente na recuperação do aparelho nervoso central mas também foi adotado em terapias que buscam a reeducação do assoalho pélvico, o que ajuda pessoas com incontinência urinária.
Crianças e jovens
Na Avape (Associação para Valorização e Promoção de Excepcionais), os jogos eletrônicos se tornaram um forte aliado de pessoas com dificuldades para falar ou com problemas de aprendizagem.
Num desses programas, a meta é colher maçãs -mas o bonequinho só sobe quando o jogador pronuncia no microfone o som correto. Se confundir “fê” com “vê”, nada feito.
“A brincadeira aumenta a motivação do paciente. É difícil fazer uma criança se concentrar em exercícios assim, elas acabam achando chato. Com o jogo, a terapia fica mais estimulante, e eu consigo avaliar estatisticamente o avanço das sessões”, conta a fonoaudióloga Patrícia Helena Cereguim.
Letícia Ari, 10, tem transtorno misto de desenvolvimento e vai três vezes por semana à instituição. Na última semana, sua tarefa era conduzir uma formiga em direção aos doces espalhados por um labirinto. Brincadeiras como essa tiveram um reflexo direto no desenvolvimento dela, conta a mãe, a dona-de-casa Clélia Pereira Ari, 42.
“Há três anos, ela não tinha coordenação motora nem para segurar um prato ou se vestir. Na semana passada, foi capaz de ler, em voz alta, uma frase inteira na escola. O melhor de tudo é que isso foi acompanhado de um aumento na auto-estima dela.”
Idosos
Apesar de os jogos eletrônicos terem um maior apelo junto a crianças e adolescentes, a proposta não é restrita a essas faixas etárias. O engenheiro aposentado Carlos Pavel, 79, conseguiu trocar a cadeira de rodas por uma bengala após realizar sessões de “biofeedback” em uma clínica especializada, em Brasília.
Ele começou a sentir dificuldades para caminhar há seis anos. “Pensei que era velhice, mas era poliomiosite”, conta Pavel. Após realizar um tratamento com cortisona, ele foi considerado curado, mas seus músculos estavam muito fracos. “Eu mal conseguia segurar um dicionário”, lembra.
A reabilitação envolveu sessões de “biofeedback”, nas quais Pavel era estimulado a enviar impulsos elétricos para algumas regiões do corpo. O esforço não resultava em nenhum movimento significativamente perceptível, mas era captado pelos sensores e refletido na tela do computador.
Após três meses de tratamento, ele começou a sentir os primeiros resultados. Hoje, dois anos depois, Pavel consegue caminhar só com o auxílio de uma bengala. “Subo até escadas”, vangloria-se. “Minha meta agora é caminhar ereto, por isso estou trabalhando os músculos das costas”, diz ele, que faz duas sessões por semana, de quase 50 minutos cada uma.
A duração do tratamento depende de cada caso, afirma a fisioterapeuta Karla Passos, 35, que atende Pavel. “O paciente participa ativamente do processo, por isso o resultado depende da capacidade de concentração dele. É diferente de um tratamento feito com remédios”, diz Passos.
Sem efeitos colaterais
Uma das vantagens desse procedimento, aliás, é que ele não gera efeitos colaterais. Já o problema é que nem sempre o recurso será bem-sucedido. “O limite está na lesão. Se esse canal que liga o cérebro à região afetada estiver inutilizado, não há como recuperar por meio do “feedback”. Mas há casos de pessoas que ti-veram AVC [termo técnico para designar um derrame cerebral] e conseguiram recuperar funções que haviam sido afetadas”, afirma a psicóloga Tereza Pita, que aplica o método em sua clínica, em Brasília.
De acordo com o médico fisiatra Cícero Vaz, 34, o paciente precisa ter as funções cognitivas preservadas (para entender o que está sendo pedido a ele no exercício) e não pode apresentar hipertonia (tensão muscular extremamente forte) -embora a técnica possa ser utilizada para estimular algumas pessoas a relaxarem os músculos, há um limite a partir do qual o procedimento não tem efeito.
Além disso, Vaz ressalta que a técnica não exclui as outras formas de tratamento. “Nós nunca usamos o biofeedback fora de um contexto global. Há casos, por exemplo, em que um exercício tradicional pode gerar resultados muito melhores. Não é porque determinado equipamento usa uma tecnologia mais avançada que ele deve ser indicado para tudo.”
Na saúde, assim como no lazer, os jogos eletrônicos devem ser encarados como uma ferramenta com a qual é possível ganhar mais “pontos” –mas não a única solução.
Folha on line