O Blog do Grupo UP do Brasil
22 Aug
Acabei de ver a notícia no site do Terra que o presidente da empresa Hitachi Global Storage Technologies afirmou que chega este ano ainda as HD’s de 1 tera, tanto para uso doméstico, como para uso profissional como servidores.
A média informada no artigo hoje, das HDs que a população tem em seus computadores domésticas é de 250GB.
Eu tenho duas de 40GB e uma de 30GB seria ótimo mudar para está de 1 Tera, 1000 GB disponível!! Nossa!!!
18 Aug
A AMD anunciou recentemente o desenvolvimento dos seus processadores de nova geração, os AMD Quad-Core. AMD tem vindo a perder terreno para o seu rival Intel mesmo tendo a ideia de processadores com quatro núcleos partido originalmente da AMD a Intel antecipou-se com os seus processadores baseados no chip Core 2 Duo a ser lançado ainda no final deste ano ao contrário dos processadores AMD que só serão vistos no mercado a partir do segundo semestre de 2007, no entanto esperasse uma demonstração do que virão a ser estes processadores ainda no final deste ano. Pelo que conseguimos saber estes processadores AMD irão ter o nome de código Deerhound e irão ser editados num novo socket F, irão ter SLC (second level cache) partilhado e suporte a módulos de memória DDR2. O chip irá utilizar um novo design designado K8L que irá introduzir vários melhoramentos (ainda desconhecidos) Ficaremos então à espera de novidades por parte da AMD sobre este novo projecto. Fonte: CDRWXP.
17 Aug
O empresário Bill Gates, aos 50 anos, está deixando o comando de umas das maiores empresas do mundo, a Microsoft. Bill Gates percebeu que não é mais a pessoa certa para administrar sua empresa no futuro. Tradicionalmente no mês de julho, a Microsoft realiza uma grande conferência com seus analistas financeiros para realizarem planos para a empresa. Porém na reunião realizada no último dia 27, Bill Gates já não estava presente. Nessa ocasião, o presidente da empresa, Steven Ballmer disse: “Esse é o começo de uma nova era”. O criador do Window, pretende deixar o comando em 2008. Até lá quer encontrar a pessoa certa para seu lugar. A idéia de Bill Gates será trabalhar em projetos sociais, como já tem feito ao longo dos anos. Sua fundação, a Bill & Melinda Gates, possuí cerca de 130 bilhões de reais em recursos para encontrar a cura da Aids e para erradicar doenças que exterminam populações de países pobres. O que está fazendo Bill Gates? Ele simplesmente soube a hora de parar. Muitos empresários arrasam seus negócios porque insistiram em permanecer no poder. Uma dúvida fica no ar: O que será da Microsoft? Fonte: WebLivre.net.
16 Aug
Foi detectado o primeiro worm a explorar a vulnerabilidade MS06-040 da Microsoft, e que foi dado o nome de Oscarbot.KD (CME-482), para infectar sistemas, permitindo a um atacante remoto levar a cabo uma série de actos maliciosos em computadores comprometidos.
De acordo com o PandaLabs, o Oscarbot.KD procura computadores com a vulnerabilidade MS06-040. Se a encontrar causa um buffer overflow no sistema e executa o código necessário para descarregar uma cópia de si mesmo para o computador num ficheiro chamado wgareg.exe. No entanto, o Oscarbot.KD pode ainda propagar-se utilizando o serviço de mensagens instantâneas da AOL e através de unidades partilhadas.
Quando este worm é instalado num computador, abre a porta 18067 e liga-se a determinados servidores IRC. Isto pode permitir a um atacante remoto comunicar com o Oscarbot.KD para descarregar e executar todo o tipo de software no computador comprometido ou lançar ataques em outros computadores, entre muitas outras acções.
Além do mais, o worm cria um serviço no sistema com o nome wgareg ou wgavm, que pretende simular um serviço de autenticação de software Windows genuíno. O nome do serviço pode ser “Windows Genuine Advantage Registration Service” ou “Windows Genuine Advantage Validation Monitor”. Os textos explicativos do serviço são: “Ensures that your copy of Microsoft Windows is genuine and registered. Stopping or disabling this service will result in system instability” ou “Ensures that your copy of Microsoft Windows is genuine. Stopping or disabling this service will result in system instability”.
Para finalizar, o Oscarbot.KD edita uma série de chaves de registo do Windows para desactivar a firewall incluída em determinadas versões do sistema operativo.
A vulnerabilidade MS06-040 da Microsoft afecta os Windows 2003, XP e 2000. A correcção da Microsoft para a resolução deste problema está em: http://www.microsoft.com/technet/security/bulletin/ms06-040.mspx. Fonte: CDRWXP.
16 Aug
A fabricante norte-americana de computadores Dell anunciou nesta terça-feira o recall de cerca de 4,1 milhões de baterias. Segundo comunicado da empresa, é possível que estes equipamentos aqueçam demais e provoquem incêndio. As peças sujeitas ao recall foram vendidas com os seguintes notebooks Dell:
Latitude: D410, D500, D505, D510, D520, D600, D610, D620, D800, D810
Inspiron: 500M, 510M, 600M, 700M, 710M, 6000, 6400, 8500, 8600, 9100, 9200, 9300, 9400, E1505, E1705
Precision: M20, M60, M70, M90 XPS: XPS, XPS Gen2, XPS M170, XPS M1710
As baterias também foram vendidas separadamente. Atrás das peças afetadas deve estar impresso “Dell”, “Made in Japan”, “Made in China” ou “Battery Cell Made in Japan Assembled in China”. O número de identificação aparece em um adesivo branco. Os clientes devem ter este número à mão quando entrarem em contato com a empresa para se informar se a sua bateria está no recall. A Dell vendeu ou forneceu estas baterias entre 1º de abril de 2004 e 18 de julho de 2006. O cliente deve ligar para 0800-9703355 ou acessar o site www.dellbatteryprogram.com. Fonte: INVERTIA
15 Aug
O mercado de processadores é bastante competitivo. Atualmente temos a predominância da Intel e AMD, com uma pequena participação da Via, mas diversas outras empresas, incluindo a IBM, Texas, Transmeta, Cyrix (que foi comprada pela Via) e IDT já tentaram a sorte, sem tanto sucesso. Fabricar processadores é muito mais complexo e arriscado do que fazer placas mãe ou telas de LCD, por exemplo, pois os projetos são muito mais complexos e o investimento inicial absurdamente maior. Leva-se pelo menos 5 anos para projetar um novo processador e uma nova fábrica, com tecnologia de ponta, pode custar entre 2 e 4 bilhões de dólares. Mesmo para uma grande empresa, como a Intel, um erro estratégico pode custar muito caro. Investir em uma plataforma ineficiente pode gerar um atraso de vários anos, até que o projeto de um novo processador, mais competitivo, seja concluído e seja possível produzi-lo em quantidade. Com o lançamento do Pentium 4, em 2001, a Intel fez um movimento arriscado, investindo em um processador com um longo pipeline (a primeira versão do Pentium 4 trabalhava com 20 estágios, contra 10 do Pentium III e 11 das primeiras versões do Athlon). Em qualquer processador atual, as instruções são processadas em etapas, como numa linha de produção. Dobrar o número de estágios no processador é como dobrar o número de funcionários, fazendo com que cada um faça metade do trabalho e a esteira corra duas vezes mais rápido. O plano era simples: Com mais estágios, o processador seria capaz de atingir freqüências mais altas. Para manter as unidades de execução abastecidas, o processador contaria com um cache L1 muito rápido, que armazenada instruções pré-decodificadas, um grande cache L2 e utilizaria um tipo mais rápido de memória RAM, as famosas memórias Rambus. Entretanto, este design possuía inconsistências óbvias e recebeu críticas desde o lançamento, por parte de praticamente todos os sites especializados. Na época cheguei a publicar duas pequenas análises:
http://www.guiadohardware.net/analises/09/
http://www.guiadohardware.net/analises/10/
Adicionar mais estágios tornou o processador menos eficiente, pois as instruções precisam do dobro do número de ciclos para serem processadas, fazendo com que o processador perca muito tempo em operações de tomada de decisão, onde o processador depende do resultado de uma instrução para processar a próxima. Possuir o dobro de estágios significa também possuir o dobro de transistores e consumir o dobro da eletricidade. Se isso vem acompanhado de um aumento no clock, chegamos a um processador ineficiente, que consome muito mais energia e gera muito mais calor. Por armazenar instruções decodificadas, o cache L1 do Pentium 4 também se tornou menos eficiente, já que instruções decodificadas ocupam mais espaço. Enquanto o Athlon possuía 64 KB (metade) do cache L1 reservado para armazenar instruções, o cache do Pentium 4 armazenava o equivalente a apenas 8 KB. Isso tornava o processador mais dependente do cache L2 (que devia ser obrigatoriamente maior, para que o processador mantivesse um bom nível de desempenho) e do barramento com a memória RAM, que deveria ser capaz de alimentar os caches. O Pentium 4 original (core Willamette) possuía apenas 256 KB de cache L2, por isso era consideravelmente mais lento que um Athlon, ou mesmo um Pentium III do mesmo clock. O core Northwood, lançado em seguida, trouxe 512 KB de cache e o Prescott (lançado em 2004) trouxe 1 MB completo. O cache L2 é um ítem extremamente caro, pois cada bit de cache adiciona cerca de 6 transístores ao processador. Um cache L2 de 1 MB ocupa pelo menos 60 milhões de transístores, o que é quase o dobro do número de transistores do Athlon Palomino (que possuída 37.5 milhões). Mais transistores tornam o processador proporcionalmente mais caro de se produzir, o que aumenta o preço de venda. Para completar, existiu o problema das memórias Rambus, um tipo proprietário de memória, que trabalhava a freqüências superiores, porém com tempos de latência mais altos. O Pentium 4 utilizaria apenas memórias Rambus, obrigando os fabricantes de memória a aderirem à nova tecnologia. A Rambus Inc. receberia royalties dos fabricantes e a Intel ficaria com parte do bolo, na forma de incentivos e descontos. Felizmente não foi o que aconteceu. As memórias Rambus foram um dos maiores fracassos da história. Na época do lançamento do Pentium 4, um módulo de 64 MB custava US$ 99, enquanto um módulo de memória PC-133 da mesma capacidade custava apenas US$ 45. Isto significava gastar US$ 216 (ao comprar 256 MB) a mais, só de memória, sem contar a diferença de preço do processador Pentium 4 e da placa-mãe, que na época ainda eram consideravelmente mais caros. Pouca gente comprou as versões iniciais do Pentium 4 e quem se arriscou, acabou com um abacaxi nas mãos. Isto obrigou a Intel a modificar a plataforma, passando a utilizar memórias DDR padrão. Esta demora gerou um vácuo, que permitiu que a AMD aumentasse consideravelmente sua participação no mercado, já que contava com o Athlon Thunderbird, um processador mais barato e mais eficiente. Com o Pentium 4 Northwood, a Intel voltou a ser competitiva, chegando rapidamente aos 3.4 GHz. Foi introduzido também o Hyper Treading, que visa melhorar a eficiência do processador, dividindo-o em dois processadores lógicos. O plano da Intel, de compensar a baixa eficiência do Pentium 4 com freqüências de clock maiores parecia estar dando certo. Na época o roadmap da Intel mostrava processadores Pentium 4 com core Prescott atingindo 5.2 GHz no final de 2004 e planos para o core “Tejas”, que alcançaria os 10 GHz no final de 2005. Porém, nada disso aconteceu. Os 3.4 GHz se tornaram uma barreira difícil de transpor. A partir daí, a Intel conseguiu apenas pequenos incrementos de clock, atingindo a muito custo os 3.8 GHz com o Prescott, que além de ser produzido numa técnica de 0.09 micron, teve o pipeline esticado para um total de 31 estágios (o que soou mais como um ato de desespero para tentar, sem muito sucesso, atingir freqüências mais altas, do que uma evolução técnica). Acima de 3.8 GHz, o gate leakage, ou seja, a eletricidade perdida pelos transistores do processador a cada ciclo, tornava o consumo e dissipação térmica altos demais. Embora seja possível superar a barreira dos 4.0 GHz com o Prescott, via overclock, o resultado é um processador beberrão demais. É como se cada transistor do processador fosse um minúsculo cano, por onde passa água. Quanto menores os transistores, mais finos são os canos e quanto maior o clock, mais forte é a pressão da água. Os transistores são compostos por filamentos muito finos, o que causa uma pequena perda de energia, chamada de “gate leakage”. É como se os canos do exemplo possuíssem pequenos furos por onde vaza uma pequena quantidade de água. Conforme o clock aumenta, a pressão se torna mais forte e cada vez mais água vaza pelos canos, gerando um desperdício cada vez maior. No caso do processador, toda a energia desperdiçada se transforma em calor, o que traz a necessidade de um cooler mais eficiente, gerando um ciclo vicioso. A partir dos 4 GHz (no caso do Pentium 4), é necessário um grande aumento no consumo e dissipação térmica, para conseguir um pequeno aumento na freqüência. A Intel chegou a demonstrar uma versão do Prescott refrigerada com nitrogênio líquido, que trabalhava a 6.0 GHz, porém consumia mais de 300 watts. A equipe do akiba-pc foi capaz de reproduzir o feito (a página original não está mais no ar), também usando nitrogênio liquido, porém sem estabilidade e por um curto espaço de tempo: O pequeno aumento no clock proporcionado pelo core Prescott serviu mais para encobrir a perda de desempenho causada pelo novo aumento no número de estágios do pipeline do que para realmente aumentar o desempenho, transformando o Prescott num dos maiores fiascos da história da Intel. Uma versão atualizada do Prescott, com 2 MB de cache foi lançada no início de 2005, dando um último fôlego à plataforma, porém, novamente sem aumento no clock. O Cedar Mill, lançado no início de 2006 mais uma vez mostrou a dificuldade em produzir processadores Pentium 4 com clock mais alto. Mesmo produzido numa técnica de 0.065 micron, o Cedar Mill não foi capaz de superar a barreira dos 3.8 GHz. Ao invés disso, a Intel optou por produzir processadores dual core (baseados no core Presler), chegando ao Pentium Extreme Edition 965, que opera a 3.73GHz. Em resumo: em dois anos, a Intel conseguiu apenas ganhos incrementais de desempenho na plataforma Pentium 4. Caminhou bastante, porém para o lado e não para a frente. Naturalmente, a AMD não ficou parada. Depois do Athlon Palomino e Thoroughbred (quase idêntico ao Palomino, porém produzido numa técnica de 0.13 micron), a AMD lançou o Barton, que trouxe pequenas melhorias de projeto e 512 KB de cache L2. Além de ser usado nas versões mais rápidas do Athlon XP, o core Barton foi utilizado nos Semprons 2400+ a 3000+, os últimos processadores lançados para o saudoso soquete A. A partir daí, temos os Athlon 64, Athlon X2 e Semprons 64 para as placas soquete 754, 939 e AM2, que temos atualmente no mercado. Pela primeira vez na história, a AMD tomou a dianteira, produzindo processadores mais rápidos que a Intel e fazendo seu padrão de instruções de 64 bits (o AMD64 ou X86-64) prevalecer, obrigando a Intel a desenvolver o EM64T, um conjunto compatível de instruções, incluído no Pentium 4 Prescott, sem muito alarde. De fato, a participação da AMD no mercado só não cresceu mais neste período devido à sua incapacidade de produzir seus processadores em maior volume. Assim como é demorado desenvolver um novo projeto, é caro e demorado inaugurar novas fábricas. Mesmo assim, a Intel sofreu grandes perdas, chegando a anunciar a demissão de 1000 executivos, com o objetivo de cortar custos http://www.dailytech.com/article.aspx?newsid=3313, enquanto a AMD passou a trabalhar com margens mais confortáveis de lucro, aproveitando a grande procura por seus processadores. Pela primeira vez na história, a Intel foi obrigada a vender processadores mais barato que a concorrente. Enquanto isso tudo acontecia, um pequeno grupo de engenheiros sediados em Israel trabalhava numa versão aprimorada do antigo Pentium III, um processador com menos estágios e menos transístores, incapaz de atingir freqüências de operação muito altas, porém oferecendo um desempenho por clock muito superior ao do Pentium 4. Este novo processador seria destinado unicamente a notebooks, mas ele acabou roubando a cena e decretando a morte do primo mais velho. Neste ponto, todas as críticas à arquitetura do Pentium 4 começaram a soar como um uníssono “eu avisei…”. A primeira encarnação do novo processador foi o core Banias (lançado em 2003), que chegou ao mercado na forma da primeira versão do Pentium-M. Muitos defendem que que o Banias recebeu tantas melhorias em relação ao Pentium III, que pode ser considerado um novo projeto ao invés de uma evolução deste. Como, neste caso, os critérios são subjetivos, você pode aderir a qualquer uma das duas linhas, como preferir. O Banias foi fabricado numa técnica de produção de 0.13 micron, com 64 KB de cache L1 e 1 MB de cache L2 em versões de até 1.6 GHz. O barramento com o chipset (o principal ponto fraco do Pentium III) foi substituído pelo mesmo barramento de 400 MHz utilizado do Pentium 4. O Banias recebeu ainda o reforço das instruções SSE2 e uma versão aprimorada do SpeedStep, que gerencia dinamicamente o clock, tensão e componentes do processador, desativando os componentes que não estão em uso e reduzindo a freqüência nos momentos de pouca atividade, reduzindo bastante o consumo do processador. Um Banias de 1.6 GHz consome 24 watts ao operar na freqüência máxima, mas consome pouco mais de 4 watts quando ocioso, operando na freqüência mínima. Junto com o Banias veio a marca “Centrino”, uma jogada de marketing da Intel, para vender o pacote completo com o processador, chipset e placa wireless. Apenas os notebooks com os três componentes podem usar a marca “Centrino”, criando uma certa pressão sobre os fabricantes. O Banias mostrou ser um processador promissor. Mesmo com o agressivo sistema de gerenciamento de energia (que causa uma pequena diminuição no desempenho, mesmo quando o processador está trabalhando em sua freqüência máxima), o Banias era cerca de 50% mais rápido que um Pentium 4 Northwood do mesmo clock. Nestes benchmarks, publicados pelo Anandtech, o Banias de 1.6 GHz chega a bater um Northwood de 2.66 GHz: http://www.anandtech.com/showdoc.aspx?i=1800&p=14 Em 2004 foi lançado o Pentium-M com core Dothan, equipado com 2 MB de cache L2, melhorias no circuito de branch prediction (que minimiza a perda de tempo com operações de tomada de decisão), um reforço nas unidades de execução de inteiros e melhoria no acesso aos registradores. Combinadas, estas melhorias resultaram num ganho real de cerca de 8% em relação a um Banias do mesmo clock. O Pentium M com core Dothan atingiu 2.0 GHz (Pentium M 755), com um consumo de apenas 21 W, menos que o Banias de 1.5 GHz. Esta nova rodada de benchmarks (de 2004) mostra o Dothan de 2.0 GHz concorrendo com o Athlon 64 3000+ e o Pentium 4 de 3.2 GHz. Apesar da diferença no clock, o Pentium 4 consegue se sobressair apenas em processamento 3D e compressão de vídeo; perde feio em games e nos demais aplicativos:
http://www.anandtech.com/showdoc.aspx?i=2129&p=8
Como de praxe, foi lançado também uma versão do Celeron baseada no Dothan, o Celeron-M, que se tornou bastante comum nos notebooks de baixo custo. Ele é castrado de duas formas, a fim de não concorrer diretamente com o Pentium-M: vem com metade do cache e vem com o suporte ao gerenciamento de energia desativado, fazendo com que o processador trabalhe sempre na freqüência máxima, desperdiçando energia e reduzindo a autonomia das baterias, como comento aqui: http://www.guiadohardware.net/analises/48/.
Aproveitando o baixo consumo do Dothan, a Intel desenvolveu o Yonah, um processador dual-core para notebooks, produzido usando uma técnica de 0.065 micron. O Yonah original passou a ser vendido sobre a marca “Core Duo”, enquanto uma versão de baixo custo, com um único core assumiu a marca “Core Solo”. Assim como o Dothan, o Yonah possui 2 MB de cache L2. Entretanto, ao invés de ser dividido entre os dois cores (1 MB para cada um), o cache é compartilhado, permitindo que ambos os cores acessem os mesmos dados, evitando assim duplicação de informações e desperdício de espaço. Nos momentos em que o processador está parcialmente ocioso, o segundo core pode ser completamente desligado (para economizar energia), deixando o primeiro core com um cache de 2 MB inteiramente para sí. A desvantagem do cache compartilhado é que ele aumenta o tempo de latência: são necessários 14 ciclos para acessar alguma informação no L2 do Yonah, contra 10 ciclos do Dothan. Apesar disso, o Yonah possui dois cores, o que acaba compensando a diferença e proporcionando um bom ganho em relação ao Dothan. Outro pequeno ganho é proporcionado pela inclusão das instruções SSE3. Um processador dual core melhora bastante a responsividade do sistema ao executar várias tarefas simultaneamente, já que os processos podem ser divididos entre os dois cores, porém faz pouca diferença ao rodar aplicativos leves. Porém, hoje em dia é comum deixarmos muitos programas abertos simultaneamente, sem falar nos processos em background, o que faz com que um processador dual-core realmente proporcione uma melhora significativa, embora a maioria dos benchmarks não mostrem isso, já que simulam o uso de um único aplicativo. Você pode ver alguns benchmarks do Yonah, comparado com o Dothan (representado pelo Pentium M 760, ambos a 2.0 GHz) e os Athlon 64 X2 aqui:
http://www.anandtech.com/showdoc.aspx?i=2648&p=6
O Yonah inclui um sistema de gerenciamento de energia bastante agressivo, que desliga partes do processador ociosas, mantendo apenas um dos cores ativos em momentos de pouca atividade. Isso faz com que o consumo médio de um Core Duo, em tarefas leves, não seja muito diferente de um Core Solo do mesmo clock, o que acaba juntando o melhor dos dois mundos. Ao executar tarefas pesadas, um Core Duo de 2.0 GHz consome 31 watts, contra 21 watts do Dothan do mesmo clock. Ou seja, mesmo com os dois cores ativos, o consumo aumenta menos de 50%, muito longe de dobrar, como seria de se esperar. O departamento de marketing da Intel passou então a falar em “eficiência” ao invés de freqüências de clock mais altas. Os planos frustrados de lançar um processador de 10 GHz baseado no Pentium 4 foram varridos para debaixo do tapete e a meta passou a ser lançar processadores que executem mais processamento com menos energia, exacerbando os pontos fortes dos processadores Core Solo e Core Duo, baseados no core Yonah. Este slide do IDF 2006 dá uma amostra do novo discurso. Ele mostra como a eficiência energética (o volume de eletricidade necessária para processar cada instrução) dos processadores vinha caindo desde o Pentium, atingindo seu nível mais baixo com o Pentium 4 Dual Core, até a introdução do Banias, Dothan e Yonah; uma posição pouco honrosa para o Pentium 4, que (segundo a própria Intel) precisa de 5 vezes mais eletricidade para fazer o mesmo trabalho: Chegamos então à novidade de hoje, que é o lançamento do Core 2 Duo, baseado no core Conroe, também de 0.065 micron. Existem algumas mudanças de arquitetura em relação ao Yonah, mas a mudança mais significativa é que o Yonah é um processador destinado a notebooks, produzido em quantidades limitadas, enquanto o Conroe é um processador para desktops, que será produzido em massa, substituindo os processadores Pentium D e Celerons baseados no Pentium 4. A nova arquitetura é genericamente chamada de “Core” (que é tanto o nome código, quanto o nome comercial), enquanto a arquitetura do Pentium 4 é chamada de “NetBurst”. Sim, o Pentium 4 é coisa do passado. Versões com 4 cores, ou clock mais alto estão fora de questão e, mesmo uma eventual versão de baixo custo parece improvável. Para completar, as versões existentes receberam uma forte redução de preço. Esta é a tabela de preços de lançamento, divulgada pela Intel, que entra em vigor a partir de 23/07/2006 (estes são os valores para lotes de 1000 processadores, vendidos a integradores; os preços para o consumidor final são sempre um pouco mais altos e no Brasil temos ainda a questão da importação e impostos): Intel Core 2 Extreme X6800 2.93GHz 4MB $999 Intel Core 2 Duo E6700 2.66GHz 4MB $530 Intel Core 2 Duo E6600 2.40GHz 4MB $316 Intel Core 2 Duo E6400 2.13GHz 2MB $224 Intel Core 2 Duo E6300 1.86GHz 2MB $183 Intel Pentium D 945 3.40GHz 2MBx2 $163 Intel Pentium D 915 2.80GHz 2MBx2 $133 Intel Pentium D 820 2.80GHz 1MBx2 $113 Intel Pentium D 805 2.66GHz 1MBx2 $93 O Pentium D 945 é um processador dual-core, baseado no core Presler, um monstro de 376 milhões de transistores e 162 mm², que é muito mais caro de se produzir que o Core 2 Duo E6300, uma versão do Conroe com apenas 2 MB de cache e 1.86 GHz. Mesmo assim, ele passou a ser vendido mais barato, seguido pelos Pentium D mais lentos, chegando a apenas 93 dólares pelo Pentium D 805, que virou processador entry-level. Este tipo de redução de custo só ocorre quando uma empresa descontinua a produção e quer se livrar do estoque rapidamente. Um Pentium D 820 por apenas US$ 113 pode parecer uma pechincha, mas lembre-se de que ele consome quase 130 watts, o que vai obrigá-lo a gastar muito mais no cooler e a pagar uma “taxa” mensal adicional na conta de luz, em troca de um desempenho mediocre. Em comparação, o Duo E6700 consome um máximo de 65 watts e o Extreme X6800 um máximo de 75 watts. As versões mais lentas consomem proporcionalmente menos, acompanhando a redução do clock. Os Core 2 Duo também oferecem suporte ao SpeedStep (como nos Pentium-M), que ajuda a reduzir o consumo para níveis ainda menores, sem prejudicar de forma perceptível o desempenho. Como o SpeedStep ativado, o processador reduz a freqüência de operação e a tensão (diminuindo consideravelmente o consumo), mas volta ao clock máximo assim que é executada alguma tarefa pesada. No Extreme X6800, por exemplo, o processador trabalha nativamente a 2.93 GHz e usa 1.28v. No modo de economia, a freqüência cai para 1.6 GHz e a tensão para apenas 0.9v, resultando num consumo de apenas 25 watts, similar ao de um Pentium III 900. Temos aqui uma foto do Conroe, antes do encapsulamento do processador, divulgada pela Intel. Na verdade, as versões com 2 e 4 MB de cache são idênticas, porém as de 2 MB tem metade do cache desativado antes do encapsulamento, como nos Celeron: Este teste compara o consumo de máquinas com o Core 2 Duo, Pentium D e Athlon 64, com e sem o gerenciamento de energia ativado. Note que, no teste, o PC com o Duo E6600 consome apenas 199 watts em full load, enquanto o PC com o Pentium D 840 atinge 344 watts: http://www.tomshardware.com/2006/07/14/core2_duo_knocks_out_athlon_64/page3.html
A primeira novidade do Conroe em relação ao Yonah é justamente essa: a existência de versões com 2 e 4 MB de cache, que são compartilhados entre os dois cores, ao invés de cada um possuir sua metade independente como no Pentium D e Athlon X2. A segunda é o forte aumento no clock, com versões de até 2.66, além do Extreme X6800, que opera a 2.93 GHz e vem com o multiplicador destravado, permitindo que seja overclocado facilmente. O TomsHardware afirma ter conseguido estabilidade a 3.472 GHz (com o Extreme X6800) e completar boot com o processador overclocado para 3.739 GHz (!), embora sem estabilidade suficiente para rodar benchmarks: http://www.tomshardware.com/2006/07/14/core2_duo_knocks_out_athlon_64/page9.html
O Anandtech conseguiu 3.6 GHz com o X6800 e 3.4 GHz com o X6700, em ambos os casos mantendo a estabilidade. O X6700 chegou a ser overclocado para 3.9 GHz (!!) e o E6600 atingiu 4.0 GHz (!!!), com o bus a 1779 MHz (455 MHz x 4) e o multiplicador travado a 9x, um overclock de 67%: http://www.anandtech.com/cpuchipsets/showdoc.aspx?i=2795&p=18
O Core 2 Duo utiliza o mesmo encapsulamento e o mesmo soquete LGA775 usado pelo Pentium D, conservando compatibilidade com placas recentes, que suportem o barramento de 1066 MHz (266MHz com 4 transferências por ciclo) e as tensões utilizadas. Muitas placas 775 poderão ser atualizadas via upgrade de BIOS, mas não espere nenhuma compatibilidade com as antigas placas soquete 478. O Conroe não inclui nenhum tipo de controlador de memória integrado. Esta continua sendo uma exclusividade do Athlon 64 e sua principal arma, reduzindo de forma substancial o tempo de acesso à memória, o que reduz a pressão sobre os caches. O Athlon 64 também possui 128 KB de cache L1 (64k dados + 64k instruções), o dobro do Conroe, que possui apenas 64k. Em compensação, o cache L1 do Conroe trabalha com 8 linhas de associação, contra apenas duas do Athlon 64. Isso torna o cache mais eficiente, aumentando a probabilidade da informação necessária ser encontrada. A segunda vantagem é o massivo cache L2, que além de maior, é acessado através de um barramento de dados de 256 bits, muito mais largo que o usado no Athlon 64 (que usa um barramento de 128 bits). Uma observação é que o Conroe voltou a utilizar um cache L1 tradicional, sem vestígios do “trace cache” usado no Pentium 4, que armazenava instruções decodificadas. O bus de 1066 MHz também ajuda a reduzir a latência do acesso à memória, reduzindo a vantagem do Athlon 64 neste quesito. Muitas das melhoras estruturais do Conroe em relação ao Pentium 4 e processadores anteriores da Intel já estavam disponíveis no Dothan e Yonah, mas vou abordá-las em conjunto para simplificar a abordagem. Uma das melhoras mais significativas é o recurso batizado de Macro-fusion, que permite que diversos pares de instruções comuns sejam combinados em uma única instrução, ao invés de serem processados separadamente. Isto causa um efeito cascata, economizando espaço nos buffers, economizando processamento no agendador de instruções (scheduler), e assim por diante, resultando num ganho bruto de até 11%. O Conroe possui 3 decodificadores de instruções simples e mais um decodificador de instruções complexas, 4 no total. Graças ao Macro-fusion, uma grande quantidade de instruções são combinadas (um par em cada 10 instruções, segundo os engenheiros da Intel), permitindo que em quase metade dos ciclos sejam decodificadas 5 instruções. O Athlon 64 possui apenas 3 decodificadores, capazes de lidar tanto com instruções simples (as mais comuns), quanto com instruções complexas. Isso significa que, na maior parte do tempo, os 4 decodificadores do Conroe levam uma grande vantagem, mas em alguns aplicativos que utilizem predominantemente instruções complexas, o Athlon 64 pode se sair melhor. O Conroe leva uma grande vantagem também ao processar instruções SSE de 128 bits, pois é capaz de processá-las diretamente, num total de 3 instruções completas por ciclo. O Athlon 64 também possui três unidades SSE, mas nele cada instrução SSE precisa ser dividida em duas instruções de 64 bits, que são processadas separadamente. Ou seja, na prática, o Athlon 64 processa apenas uma instruções SSE e meia por ciclo. Isso acentua a vantagem do Conroe em aplicativos muito otimizados para as instruções SSE, como programas de processamento de vídeo e alguns games. Só para efeito de comparação, o Pentium 4 possuía apenas duas unidades SSE, que, como as do Athlon 64, eram capazes de processar apenas meia instrução por ciclo. Ou seja, o Conroe possui três vezes mais processamento bruto em SSE que o Pentium 4. Outro reforço são as unidades de ponto flutuante (o coprocesador aritmético, para quem é das antigas) capazes de processar 4 instruções de dupla precisão por ciclo, contra apenas 3 por ciclo do Athlon 64. Foi mantido o suporte ao EM64T, que torna o Conroe compatível com os sistemas e aplicativos de 64 bits, desenvolvidos para o Athlon 64. Foi incluído também o Intel VT, um recurso de virtualização via hardware, que será aproveitado pelas próximas versões do VMware, Virtual PC e outros virtualizadores, para melhorar o desempenho e reduzir o overhead ao rodar várias máquinas virtuais simultaneamente. Você deve se lembrar do pipeline de 31 estágios do Pentium 4 com core Prescott. Sempre que o processador chega a uma operação de tomada de decisão, ele precisa esperar a conclusão do processamento da primeira instrução (o que, no Prescott, demora 31 ciclos) para saber quais instruções deve processar em seguida. Para não ficar parado, o processador utiliza o circuito de branch prediction, que escolhe o caminho mais provável, permitindo que o processador vá “adiantando o trabalho”. O problema é que, sempre que é feita a escolha errada, todo o trabalho precisa ser descartado, causando uma grande perda de tempo. O Conroe possui um pipeline de apenas 14 estágios, e um circuito de branch prediction muito aprimorado em relação ao Pentium 4. Isso faz com que ele tome bem menos decisões erradas e perca muito menos tempo (menos da metade do número de ciclos) em cada um, gerando uma grande aumento no número de instruções efetivamente processadas por ciclo de clock. O mais interessante é que, apesar de possuir apenas 14 estágios e ser muito mais eficiente, o Conroe já atingiu 2.96 GHz logo no lançamento, se aproximando das freqüências atingidas pelo Pentium 4 e superando por uma boa margem o clock dos Athlon X2. Durante Maio e Junho, a Intel distribuiu vários processadores e placas para review, porém sob um NDA que impedia a divulgação de detalhes sobre eles e benchmarks. Quando o NDA expirou, vários sites publicaram reviews ao mesmo tempo. Você encontra um conjunto exaustivo de benchmarks nos links abaixo: http://techreport.com/reviews/2006q3/core2/index.x?pg=3
http://www.anandtech.com/cpuchipsets/showdoc.aspx?i=2795&p=3
http://www.xbitlabs.com/articles/cpu/display/core2duo-e6300_9.html
http://www.firingsquad.com/hardware/intel_core_2_performance/page4.asp
http://www.tomshardware.com/2006/07/14/core2_duo_knocks_out_athlon_64/page11.html
Como era de se esperar, o Athlon X2 continua levando vantagem no acesso à memória, tanto em latência quanto em taxas de transferência, graças ao controlador de memória integrado. Mas, o enorme cache L2 do Conroe, combinado com as demais melhorias na arquitetura fazem com que ele acabe levando a melhor em quase todos os benchmarks. O que chama mais a atenção é a consistência: ele apresenta um desempenho equilibrado em quase todas as tarefas, sem os altos e baixos do Pentium 4, que se saía muito bem em algumas tarefas e muito mal em outras. O Athlon 64 FX-62 ainda consegue ser competitivo, em alguns dos testes, mas os Athlon X2 perdem quase sempre por uma boa margem, até por que, o Core 2 Duo trabalha a freqüências de clock maiores. Os Pentium D ficam na lanterna em quase todos os testes, com o 965 Extreme Edition perdendo para o Core 2 Extreme X6800 por uma margem de 40 a 60% em quase todos os testes e esboçando alguma reação apenas no Photoshop, Sysmark 2004, Sandra e em alguns benchmarks envolvendo compressão de audio e vídeo. Em alguns testes, a desvantagem chega a ser maior: o Core 2 Duo Extreme X6800 chega a ser 100% mais rápido que o Pentium XE 965 no game Rise of The Legends. Naturalmente, o Extreme X6800 é muito caro para ser considerado na hora da compra, mas os Duo E6300 e E6400 apresentam um bom custo benefício em relação aos Athlon X2, mesmo desconsiderando as possibilidades de overclock. Os 4 MB de cache incluídos no E6600 em diante são responsáveis por um aumento de apenas 3 a 4% no desempenho em relação às versões com 2 MB. O resto da diferença é proporcionada pelo aumento no clock. Ou seja, enquanto a diferença de preço for grande, os Core 2 Duo com 2 MB oferecem um melhor custo benefício. O Conroe representa uma reviravolta para a Intel, que volta a ter em mãos um processador mais eficiente, para o qual a AMD ainda não possui resposta. Mas, isso não significa que o jogo esteja terminado. Embora o Athlon X2 não seja mais o processador mais rápido, resta à AMD reduzir suas margens de lucro e voltar a vender seus processadores mais barato, como fazia no passado. Por enquanto, o Core 2 Duo é ainda um processador high-end, por isso, a curto prazo pouca coisa muda no mercado de processadores de baixo custo, onde a AMD possui uma forte presença com o Sempron. A partir de 2007, devemos ver o lançamento de uma versão single-core, que utilizará o core “Millville” (uma versão simplificada do Conroe) e será vendida sob a marca Core Solo, como um processador de baixo custo. Tudo indica que o Millville substituirá os Celerons nas posições mais baixas das tabelas de preços, mas por enquanto nada está confirmado. Ao ser lançado, o Core Solo concorrerá com o Sempron e as versões baratas do X2, possivelmente oferecendo boas margens de overclock. Quem não se lembra dos Celerons de 366 e 600 MHz, que suportavam 50% de overclock com estabilidade?
. Um fator importante a se lembrar é que todos os processadores AMD são ainda produzidos numa técnica de 0.09 micron, enquanto a Intel já trabalha com processadores de 0.065 micron desde o Yonah e o Cedar Mill. Embora transistores menores não signifiquem mais um grande aumento de clock, como no passado, eles representam uma grande redução no tamanho físico do processador e custo de produção. Quando finalmente migrar para os 0.065 micron, a AMD terá a chance de responder com uma versão aperfeiçoada do Athlon X2, aproveitando para adicionar mais cache e outras melhorias, ou simplesmente aproveitar a redução no custo de produção para baixar os preços e melhorar a relação custo-benefício de seus processadores. Ninguém pode prever o futuro, mas o lançamento do Conroe é uma ótima notícia para quem pretende trocar de micro em 2007, pois levará a uma forte redução de preços do lado da AMD e ao lançamento de processadores mais competitivos, eficientes e com maior margem de overclock do lado da Intel. Quanto mais acirrada a concorrência entre os dois, melhor para nós
. Fonte: InfoMediaTV.
15 Aug
A City Desk® anuncia o lançamento no mercado nacional de mais um “notebook”, que vem enriquecer a linha de produtos “Netpoint Pro Mobile”: o City Desk® Netpoint Pro Mobile Wide 8000X Series.
Com um PVP recomendado de 1.399 Euros, o City Desk® Netpoint Pro Mobile Wide 8000X Series apresenta como factores mais marcantes um ecrã glare de 15,4”, tecnologia Dual Core, câmara 1.3MP, tecnologia bluetooth, sistema de segurança por impressão digital, VGA de 256MB Nvidia, preparado para Windows Vista, DDR2 e disco SATA, Lan Gigabit e WIFI 3945ABG.

Caracteristicas :
SISTEMA OPERATIVO
Microsoft® Windows® XP Home Edition SP2 PT
Microsoft® Windows® XP Professional Edition SP2 PT
DIMENSÕES
360 x 262 x 29 mm (L x P x A) Peso: 2.80 Kg
CHIP SET
Intel 945PM / ICH7M
CPU
Intel® Core™ Duo Processor 1.66GHz~2.33GHz, 2MB L2 Cache, FSB 667MHz
Intel® Core™ Solo Processor 1.66GHz~1.83GHz, 2MB L2 Cache, FSB 667MHz
Intel® Merom design ready
DISPLAY
15,4” WXGA+ 1280×800 Glare (Dual View Support)
MEMÓRIA
DDR II 533/667 SDRAM, 2 x SODIMM socket até 2GB
DRIVES
Gravador DVD’s Dual Layer (+- R/RW), drive de disquetes opcional externa via USB
HDD
2.5” HDD SATA (60/80/100GB, 5400rpm)
VGA
NVIDIA® Geforce Go 7600, 256MB VRAM
Câmara
1.3M CMOS Camera
I/O
1x IEEE1394, Card Reader (SD/MMC/MS), 1x Cardbus tipo-II, 1 x Express Card, Line in / mic in jack, 1x Speaker / Headphone-out jack , RJ-11 jack p/ Modem, RJ-45 jack p/ 10/100/1000 BaseT LAN, 1x S-Video TV-Out, 3x USB 2.0, porta VGA para display secundário (CRT, TFT or projector)
AUDIO
Integrado Realtek ALC883 High Definition Audio
COMUNICAÇÕES
Integrado Gigabit 10/100/1000Mbps BaseT LAN
Integrado Wireless Intel® 3945 ABG 11/54MBps
WIFI
Integrado Bluetooth 2.0
Integrado Fax Modem Interno V92 56Kbps data/fax
SEGURANÇA
TPM 1.2 Infineon design ready for Windows Vista, HDD Password, Finger Print ID Detector,
Kensington Lock
TECLADO, RATO E COMANDOS
TouchPAD com area de Scroll e 2 botões, Teclado Full-size de 86 teclas
POWER
ACPI, transformador 90W AC, bateria 9 células Li-Ion 2.5 horas a 3 horas (aprox.) autonomia (dependendo da utilização) 3.5 horas carga
GARANTIA
2 anos, bateria 6 meses. Pixeis admitidos para efeitos de garantia: 3 ou mais pontos brilhantes e/ou 3 ou mais pontos pretos
SOFTWARE
Cyberlink PowerDVD, Nero Express, Panda Platinum Internet Security (Licença válida por 3 meses)
HomePage : CityDesk
15 Aug
A Logitech acaba de anunciar o lançamento de novos produtos da gama de periféricos para PC’s – os auscultadores Logitech® Premium Notebook Headset, as webcams Logitech® QuickCam® for Notebooks Pro e Logitech® QuickCam for Notebooks Deluxe, e o rato Logitech® V450 Laser Cordless Mouse for Notebooks -, concebidos para ajudar os utilizadores a tirar melhor partido dos seus computadores pessoais portáteis, os novos produtos enquadram-se na estratégia da empresa de antecipar as tendências do mercado.
Para a empresa de análise de mercado IDC (2), as encomendas de PC’s portáteis irão ultrapassar as encomendas de desktops a partir do final de 2007 ou do princípio de 2008, quer nos Estados Unidos, quer na Europa. Os periféricos para PC’s Portáteis da Logitech permitem às pessoas tirarem melhor partido dos seus laptops, quer seja a comunicar, a operar meios digitais, a navegar pela Internet ou a processar texto.
Há cada vez mais consumidores a utilizarem o PC Portátil como computador primário, que transportam de sala em sala ou que levam consigo em viagem. De facto, as encomendas de PC’s Portáteis em todo o mundo durante 2005 atingiram o total de 63 milhões, o que representou um aumento de 34,5% face a 2004, de acordo com a empresa de pesquisa Gartner (1).
De acordo com Charles Seiber, Gestor Sénior de Soluções para Notebooks da Logitech, “os notebooks estão a tornar-se claramente na plataforma de eleição. As pessoas usam-nos em casa, no emprego, na escola e na rua. Mas para tirarem partido dessa utilização, precisam de ferramentas que tornem essa utilização tão simples e cómoda como a de um desktop – e os notebooks não estão, tradicionalmente, equipados com essas ferramentas. Nós conduzimos uma pesquisa intensiva para compreender de que forma é que as pessoas utilizam os seus notebooks. Os nossos produtos mais recentes e cada um dos nossos periféricos para notebooks permitem às pessoas personalizarem o seu notebook. Cada produto oferece vantagens e capacidades diferentes, fornecendo eficiência e conforto”.
O Logitech Premium Notebook Headset
Este equipamento foi concebido para tirar o máximo partido das aplicações de chamadas de voz via Internet, como o Skype®. Os auscultadores são ajustáveis e têm um design compacto e portátil que faz deles a escolha dos utilizadores de notebooks. Quando não estão a ser utilizados, cabem num estojo protector, simplificando o seu transporte pela rua.

Estão equipados com um microfone eliminador de ruídos, controle de volume, ligação digital através de portas USB ou analógicas de 3,5 mm (graças a um adaptador) e um som estéreo que o tornam num óptimo complemento para ouvir música (num laptop ou leitor de MP3), ver filmes ou jogos de computador.
O Logitech Premium Notebook Headset estará disponível na Europa, a partir do princípio de Setembro, por 49,99 €.
A Logitech QuickCam for Notebooks Pro e a Logitech QuickCam for Notebooks Deluxe
A grande novidade destas webcams da Logitech é a tecnologia RightLight 2, que permite um desempenho superior, mesmo em condições de luminosidade deficiente.
A Logitech QuickCam for Notebooks Pro é a mais poderosa webcam da marca para laptops, com um sensor de 1.3 megapixels e tecnologia vídeo avançada. Com apenas 6 de altura, menos de 2,5 cm de largura e 2 cm de profundidade, esta webcam ultra-compacta é fácil de transportar e utilizar em qualquer lugar, quer seja numa sala de estar, quarto, escritório ou hotel, e tem um desempenho semelhante ao da QuickCam® Fusion™ para desktops.. Possui um software de cancelamento de eco, a tecnologia Logitech® RightSound™, que permite fazer chamadas vídeo livres de eco e sem necessidade de auricular.

A Logitech QuickCam for Notebooks Pro estará disponível no final deste mês por 99.99 €.
A Logitech QuickCam for Notebooks Deluxe tem um design em arco, uniforme e durável, que permite colocá-la com elegância e comodidade no cimo do monitor do laptop. Tem uma resolução vídeo de 640 X 480 pixels e permite tirar fotografias instantâneas com uma resolução de 1.3 megapixels, sem interpolação. Estará no mercado no final deste mês, por 61.99 €.

O Logitech V450 Laser Cordless Mouse for Notebooks
Para tornar mais confortável e eficaz a utilização do notebook, este rato combina conforto, desempenho e fiabilidade num design portátil. A pega suave em borracha e o formato de linhas curvas oferecem um conforto invulgar, e a pilha, com uma duração inigualável até um ano, minimiza a confusão gerada pela troca constante de pilhas.

A tecnologia laser oferece um controle suave do cursor e uma precisão de rastreio virtualmente em qualquer superfície, proporcionando aos utilizadores do notebook a flexibilidade para usarem o rato e o computador onde quiserem. A tecnologia digital sem fios 2.4 GHz permite uma boa ligação sem fios e o micro-receptor USB pode guardar-se dentro do próprio rato sempre que não está em utilização.
(1) – Gartner: Estatísticas Trimestrais Mundiais por Região sobre PC’s (Dados finais de 25 de Maio de 2006)
(2) – IDC: Previsão 2006-2010 para os Estados Unidos e Mundo Portable PC Form Factor
HomePage : Logitech
Fonte: CDRWXP.
15 Aug
Confira uma analise feita pela equipe do site CDRWXP sobre o novo Windows “Vista”, e veja se o seu PC vai suportar o novo Windows.
Vale o click: http://www.cdrwxp.co.pt/modules.php?op=modload&name=Reviews&file=index&req=showcontent&id=13
11 Aug
Até agora já recebi 3 mensagens de pessoas diferentes convidando a observar o céu na noite de 27 de agosto, pois “Marte estará mais próximo da Terra e poderá ser visto a olho nu, do tamanho da lua cheia!!”, é uma oportunidade única, pois outra aproximação como esta só se dará em 2287!! Resumindo, quem estiver vivo hoje, aproveite esta chance única na vida…
Como sempre, fui atrás de verificar os fatos para decidir se dava ou não crédito à mensagem e já estava me imaginando vendo Marte vermelhão enorme, uma “segunda lua no céu”, já estava para escrever ao meu primo que ele preparasse a luneta para ver o espetáculo de camarote…
E a informação era verdade!! Marte realmente esteve próximo da Terra, a menor distância nos últimos 59 mil anos!!!
Peraí, como assim “esteve”??? — É, Marte diminuiu sua distância normal de 70 milhões de quilômetros para 55,76 milhões de quilômetros no dia 27 DE AGOSTO DE 2003.
E como sempre, a internet é um latão de lixo e sempre tem alguém removendo alguma coisa e espalhando tudo de novo, lotando o tráfego da rede com informações sensacionalistas, falsas e inúteis.
O ótimo site Quatro Cantos, especialista em lendas da internet, explica que “como ele [Marte] costuma fazer a cada 73 mil anos, ele vai estar [esteve] um pouco mais brilhante que o habitual, não parecendo uma segunda Lua”.
Se você ler um pouco mais (é um bom hábito ler!!), perceberá que, na verdade, “Marte é visível a cada 2 anos, sendo que as máximas aproximações ocorrem a cada 15 ou 17 anos. Assim, a próxima aproximação equivalente a de 2003 vai ocorrer em 2018, quando o planeta estará a 57,7 milhões de quilômetros” (Ronaldo Rogério de Freitas Mourão – astrônomo e pesquisador-titutar do Museu de Astronomia e Ciências Afins, e autor de mais de 70 livros, entre outros livros, do “O Livro de Ouro do Universo”).
Consultado à época do ocorrido, em 2003, sobre o assunto pelo site Quatro Cantos, o astrônomo Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, afirma que “o que estão fazendo é um sensacionalismo muito grande. É um comportamento prejudicial à ciência astronômica, pois os leigos ficarão decepcionados e vão atribuir aos astrônomos estas previsões. Aliás, foi o que ocorreu com as previsões relativas ao cometa Halley em 1986.”
O que é um bom sinal nessas horas de que não se deve dar crédito a mensagens relatando coisas alarmantes ou fatos extraordinários.
Referências:
http://www.quatrocantos.com/lendas/148_marte.htm
http://www.quatrocantos.com/lendas/148b_marte.htm
http://www.uefs.br/antares/marte.htm
http://www.astrosurf.com/ceu/ciencia1862003.html
http://br.geocities.com/costeira1/marte/marsfloripa.htm
http://www.observatorio.ufmg.br/pas50.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/27_de_Agosto (veja em eventos históricos)
Tarcísio Cavalcante