O buraco na camada de ozônio no hemisfério Sul aumentou (em superfície e em profundidade) em nível recorde, informou hoje a Administração Atmosférica e Oceânica (Noaa), da Nasa.

“De 21 a 30 de setembro, a superfície média do buraco foi a maior observada até agora, com 27,5 milhões de quilômetros quadrados”, afirmou Paul Newman, cientista do Centro de Vôos Espaciais, da Nasa. Esta superfície é maior do que o Canadá, os Estados Unidos e o setor norte do México juntos.

Um comunicado da Nasa indicou que, se as condições do clima estratosférico estivessem normais, teríamos uma área de 23 milhões de quilômetros quadrados (e não de 27,5 milhões).

A camada de ozônio protege a vida terrestre ao bloquear os raios ultravioleta do Sol. Sua redução tem especial importância nesta época do ano (quando começa o verão no hemisfério Sul). Entre outubro e novembro os raios do Sol se tornam mais verticais. O buraco na camada de ozônio fará com que a passagem da luz ultravioleta em latitudes austrais aumente.

Profundidade

Em 8 de outubro, no leste da Antártida, o instrumento de medição de ozônio do satélite Aura, da Nasa, determinou que a profundidade da camada de ozônio se reduziu a 85 unidades Dobson (medição da quantidade de ozônio sobre um ponto fixo na atmosfera). Em julho deste ano, a profundidade calculada da camada era de 300 unidades Dobson.

O mais importante é que quase todo o ozônio entre 13 e 20 quilômetros sobre a superfície da Terra estava destruído, afirmou um comunicado da Nasa. “Estes números significam que o ozônio ‘desapareceu’ nesta região da atmosfera”, afirmou David Hofmann, diretor da Divisão de Vigilância Global da Noaa.

Método

O tamanho e a profundidade da camada de ozônio na Antártida são regulados pelas temperaturas na estratosfera. Temperaturas abaixo do normal indica buracos mais extensos e mais profundos, enquanto que temperaturas maiores indicam buracos menores, segundo comunicado pela Nasa.

Fonte: da Efe, em Washington / Folha Online