10. Pensamento, linguagem e emoção

A fala é composta por um dos movimentos mais finos e mais precisos que o corpo humano pode realizar. Essa condição, implica por si só, em possíveis falhas na produção articulatória.

Além disso, para que se fale algo é necessário considerar o trabalho de elaboração do pensamento em linguagem, que encontra na atividade articulatória sua principal forma de expressão. Se considerarmos que o nosso pensamento flui muito mais rapidamente do que a nossa própria fala, percebemos que falhas como hesitações, repetições de palavras, entre outras, podem surgir.

Finalizando, a emoção influência de forma definitiva os dois processos citados anteriormente (movimento preciso e pensamento). Do ponto de vista motor, devemos considerar, que as emoções experimentadas pelo indivíduo manifestam-se sempre por meio de modificações no tônus e na musculatura envolvida no processo do “falar”. De forma semelhante, quando a emoção está “ativiada” o processo de transformação do pensamento em linguagem fica prejudicado podendo gerar o “branco”.

Assim, fica claro que qualquer emoção (tensão, nervosismo…) que tome conta do indivíduo no momento de fala ficará evidente em sua voz.

11. Produção da voz

“ A voz é uma das extensões mais fortes da nossa personalidade, nosso sentido de inter relação na comunicação interpessoal, um meio de atingir o outro. E a voz só existe porque existe o outro”.

Considerações anátomo-fisiológicas da laringe:
Ressonância / articulação >> Cavidades supra – glóticas >> Som: fraca intensidade >> Pregas vocais >> duzidas >> Traquéia >> Ar dos pulmões

Assim, para uma voz clara e com alcance é necessário:

  • coordenação e adequação da respiração;
  • laringe solta para produzir a vibração, ou seja, sem tensões;
  • boa articulação e projeção da voz.

12. Dinâmica em grupo

  • Relaxamento
  • Respiração
  • Coordenação fono-respiratória
  • Dicção

Autor desconhecido.

Chegamos ao fim das nossas dicas de oratória!