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Archive for the ‘Brasil’ Category

O Projeto de Lei número 607 de 2007, que dispõe sobre a regulamentação do exercício da profissão de Analista de Sistemas e suas correlatas, cria o Conselho Federal e os Conselhos Regionais de Informática, recebeu relatório positivo na Comissão de Constituição e Justiça (com correções), recentemente publicado em 09/07/2009. Clique aqui para acessar o relatório. O Projeto foi aprovado em março de 2008 na Comissão de Ciência e Tecnologia.

Segundo a proposta, embora os Conselhos tenham caído na revisão pela CCJ, teríamos uma espécie de “OAB da Informática”, conselhos existentes que passam a gerir a atividade e a habilitação dos profissionais de tecnologia da Informação.

Você sempre trabalhou com informática mas não tem formação na área? Comece a se preocupar com o tema! Porém, aí vem o alívio. Se comprovar cinco anos de profissão na época da entrada em vigor da Lei, permanecerá com seu emprego e profissão.

Gestão de Projetos de Sistemas de Informação passa a ser uma atividade que só um analista de sistemas pode desempenhar. Adeus aos PMPs que não tem formação na área! Perícias e Auditoria também! Adeus auditores formados em Administração! Ensino também! Quer abrir uma escola de informática? Onde está o “Analista”? Ou seja, para muitas atividades, será necessário ser “Analista de Sistemas”, nos termos da Lei. Clique aqui para acessar o Projeto de Lei completo e atual (substitutivo).

Não teceremos nossas impressões até porque esperamos o retorno dos leitores, que conhecem de perto a questão. Só não podemos nos esquecer que hoje existem outros profissionais que não necessariamente são analistas, graduados em sistemas de informação, ciência da computação ou processamento de dados e que vivem de seu trabalho na área. Teremos uma “regra de transição”?

Temos também os pós-graduados ou mestres em Tecnologia da Informação, mas que não necessariamente se graduaram na área… Como ficam? É preciso analisar o impacto de tal Lei no ambiente sócioeconômico e produtivo. Exemplifico: O que vai acontecer se aquele programador júnior que aprendeu a desenvolver no curso da esquina for pego fornecendo sistemas? Seria justo ele não poder mais trabalhar? Ou vamos para o “jeitinho brasileiro”, arrumando um Analista só para assinar os projetos?

Seja como for, minha dúvida é: Se o direito de informar foi reconhecido como direito de todos pelo Supremo Tribunal Federal, o direito de atuar com sistemas de informação deve ser restrito? Clique aqui para acompanhar o projeto.

Por José Antonio Milagre

Podemos encontrar hoje nas bancas uma super novidade para quem está estudando inglês e espanhol e gostaria de ter mais uma opção de leitura barata e de fácil entendimento.

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São as revistas em quadrinhos da Turma da Mônica!
Lançamento da Panini neste mês de Setembro, traz a história da turminha mais conhecida do país em dois idiomas (Inglês e Espanhol). A História é a mesma, o que mudo é apenas o idioma.

Esperamos que seja um sucesso de vendas!! Eu já comprei a minha e vocês?

[]’soamazing

As distribuidoras de energia elétrica já podem usar sua rede para transmitir internet banda larga. Nesta terça-feira (25), a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) aprovou a regulamentação do PLC (Power Line Communications), que também permite fornecer sinal de TV por assinatura direto da tomada de sua casa. O processo legal para que o serviço seja oferecido deve levar cerca de 5 meses.

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) já havia homologado em abril a tecnologia que permite o tráfego de voz, dados e imagens pela rede elétrica. Conhecida como PLC, a nova forma de acesso à web já existe há cerca de dez anos e é vendida na Europa a uma velocidade de 4,5 Mbps -que deve chegar a 14 Mbps até o final do ano.

Entre as condições para a utilização da infra-estrutura da rede está a garantia da qualidade do fornecimento de energia elétrica para os consumidores e, se houver necessidade de investimento na rede, o custo será de responsabilidade da empresa de telecomunicações.

As concessionárias de energia não podem fornecer o acesso à internet diretamente. Por isso devem disponibilizar sua rede para operadoras ou criar subsidiárias. A AES Eletropaulo já divulgou que não pretende vender o PLC diretamente para o consumidor final, devendo fazer uma parceria com as operadoras de telecomunicações para atender ao novo serviço, como Telefonica, TIM, Vivo, Oi e Claro.

A Aneel espera que as tarifas de energia caiam graças à “receita obtida com o aluguel dos fios”.

Como é a internet por rede elétrica

A principal vantagem dessa tecnologia, segundo os especialistas, é que fornecerá acesso à web pela tomada -assim aproveita uma estrutura já existente para chegar a regiões onde outras alternativas de acesso rápido ainda não estão disponíveis. Com o PLC, a tomada elétrica vira o ponto principal de comunicação da residência ou da empresa. Mas, na prática, o que muda para o usuário?

Segundo o engenheiro eletrônico Almir Meira, professor da FIAP e Faculdade Módulo, para ter acesso à tecnologia, o usuário deverá contratar o serviço da operadora credenciada para comercializá-lo e adquirir um modem compatível com a tomada elétrica. O aparelho também pode ter uma antena para transmitir o sinal por Wi-Fi.

Os preços e velocidade do acesso à internet via rede elétrica ainda não estão definidos, mas acredita-se que a conexão será mais barata do que a banda larga. Testes já realizados no país mostram que a conexão pode chegar a 21 (Mbps) megabits por segundo, mas essa velocidade não será, necessariamente, repassada em sua totalidade para os clientes.

A Anatel ressalta que a conta de energia continuará separada porque se trata da mesma estrutura, mas usada para fins diferentes.

http://te.i.uol.com.br/2009/07/info_materia.jpg

Por: Uol Tecnologia

Ele chegou a ser socorrido ao hospital de Santo André, mas não resistiu aos ferimentos

O locutor da Rádio 89 FM, de São Paulo, Sandro Anderson da Silva, de 42 anos, morreu em um acidente de moto na noite deste domingo, 7, em Santo André, no ABC paulista.

Conforme informações da Polícia Civil, ele estava em sua moto Suzuki e bateu em um poste ao fazer uma curva na Rua Ramiro Corleone, no Centro, por volta das 21h30. Silva foi levado ao pronto-socorro (PS) da Santa Casa, mas não resistiu aos ferimentos.

Por: Daniela do Canto, da Central de Notícias

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  • Que Mobilis venceu o pregão do MEC?

    TARCÍSIO CAVALCANTE, Curitiba – Desde ontem as notícias correm na internet: A paulista Comsat venceu a primeira fase do pregão do MEC para fornecer 150 mil computadores ao governo no projeto “um computador por aluno”, que visa usar laptops em 300 escolas públicas.

    No ano passado, o leilão fora vencido pela paranaense Positivo Informática, que ofereceu unidades do Classmate PC, da Intel. O leilão de 2007 acabou cancelado, pois o MEC considerou o preço alto demais.

    O que mais me assustou na notícia foi, de cara, a imagem divulgada do tal Mobilis (que até então eu não conhecia), fabricado pela indiana Encore, que mais lembra um Tablet PC.

    mobilis

    Em época de netbooks invadindo o mercado, estranhei o modelo escolhido (tá certo que o MEC nem olhou modelo, olhou preço…). Mas ainda assim fiquei encucado com esse equipamento e fui buscar mais informações sobre o mesmo.

    Descobri que a Encore havia tentado entrar no mercado brasileiro com esse modelo em 2007, antes da febre dos netbooks. Este mesmo modelo seria vendido pela PoliShop por R$ 340,00!! Mas questões burocráticas, comerciais e tecnológicas acabaram adiando (e muito) a iniciativa e os netbooks tomaram a vez.

    Em julho deste ano, a Comsat Tecnologia (vencedora do atual pregão) inaugurou seu novo site e divulgou entre seus produtos o novo Mobilis. Sem previsão de venda ou preço, o novo mobilis ainda está a altura dos netbooks atuais, mas é um avanço perto do Mobilis divulgado pela imprensa.

    novo mobilis

    Fica a pergunta: qual o modelo que será produzido para o MEC? O velho tablet ou o novo netbook? A Comsat obteve vitória no pregão ao oferecer um lance de R$ 82,55 milhões. O valor foi o mais baixo apresentado e equivale a um custo médio de R$ 533 por laptop (mais alto que o valor estimado do velho tablet que seria lançado em 2007).

    A configuração mínima exigida pelo MEC é de 512 MB de RAM, HD de 1 GB, tela de 7 polegadas, conexão Wi-Fi e pacote de software livre.

    Mas esta ainda foi uma primeira fase do pregão. Se a companhia não conseguir atender plenamente os pedidos do Ministério, será desqualificada e um segundo leilão será convocado. Quem sabe então teremos uma chance de ver a Positivo ganhar o novo pregão e termos o novo modelo do Classmate PC nas escolas.

    novo classmate

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  • Filed under: Brasil, Tecnologia
  • FERNANDA KRAKOVICS
    DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

    O debate sobre a redução da maioridade penal no Senado ontem foi marcado pela discussão entre o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), presidente da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), e estudantes, e pelo adiamento da decisão sobre o tema -foi criado um grupo de trabalho para apresentar, em 45 dias, um pacote de segurança pública.
    A proposta de reduzir de 18 para 16 anos a maioridade penal é polêmica. “Não estamos tendo coragem de tomar uma decisão”, disse Antonio Carlos Magalhães.
    O plenário da CCJ, que votaria ontem a proposta, foi tomado por estudantes que representavam a UNE (União Nacional dos Estudantes), Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas) e UJS (União da Juventude Socialista), além de adolescentes da Associação de Meninos e Meninas de Rua. Todos protestavam contra a redução da maioridade penal no país.
    Ao tentar reprimir as manifestações, ACM foi chamado de “fascista” pelos estudantes. “Não façam palhaçada que aqui não é lugar de palhaço”, disse, irritado, o presidente da CCJ quando os jovens começaram a gritar palavras de ordem dentro do plenário.
    Antes da abertura da sessão, a polícia do Senado apreendeu faixas levadas pelos estudantes e ameaçou prendê-los se fizessem alguma manifestação durante a discussão da matéria.

    imagem

    Acordo
    O acordo para postergar a decisão foi feito em reunião de líderes partidários anteontem e a proposta foi formalizada pelo presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE). “Receio que ao votarmos isso hoje [ontem] percamos a oportunidade histórica para votarmos uma série de outras questões”, afirmou Jereissati.

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  • Filed under: Brasil
  • Relógios devem ser atrasados em uma hora no Sul, no Sudeste e no Centro-Oeste; economia de energia no Sudeste foi de 4%

    Redução no consumo desta vez foi um pouco menor do que na edição anterior, por causa do verão mais chuvoso e menos quente

    DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

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  • Filed under: Brasil, Pessoal
  • Sem “campanha” o Brasil não anda. Vivemos de campanha em campanha. Para cada problema uma campanha. Termina a campanha e nenhuma rotina se estabelece. O problema retorna. Nova campanha.

    Para vacinar o gado, campanha nacional de erradicação da febre aftosa. Para vacinar as crianças, campanha nacional de vacinação. Dia “D” da campanha nacional contra a dengue e até campanha nacional pela ética na política (sic)! A solução para o baixo uso do cinto de segurança? Nova campanha pelo uso do cinto.

    Até quando viveremos de campanha? Sem campanha a dengue volta, a aftosa ataca, as crianças morrem. Quando ficaremos adultos o suficiente para entender que a vida exige rotinas, disciplina, padrões que têm que ser mantidos sempre, sem campanha?

    Ninguém ganha com essa nossa “pseudo-criatividade”, em que nada é mantido, seguido. Temos em todos os lugares e em todas as instituições – e até em empresas – milhares de “agentes de mudança” que se orgulham disso. Mas estamos precisando de “agentes de continuidade”, de consistência e permanência de coisas que simplesmente não devem e não podem mudar.

    Essa “cultura de campanha” está fazendo com que ninguém cumpra sua obrigação como um dever ético ou mesmo moral. A ausência de rotinas extrapolou para um sistema de quase corrupção, no qual as pessoas só fazem as coisas se forem “incentivadas” por uma campanha ou, talvez, uma forma exótica de propina para que sua “boa vontade” as faça cumprir seu dever.

    Vi, atônito, um grande hospital fazer campanha para que os médicos e enfermeiras lavassem suas mãos, pois só isso diminuiria 30% da infecção hospitalar, dizia o cartaz. Se médicos precisam de campanha para lavar as mãos no hospital, o nosso problema é muito maior do que eu imaginava!

    Mais rotina, menos campanha! Ou vamos assistir a absurdos maiores ainda, como campanhas para que a Polícia cuidar da segurança pública, campanha para que professores ensinem seus alunos, campanha para que vigias noturnos mantenham-se acordados, campanha para que juízes julguem com isenção e governantes governem com honestidade.
    Pense nisso. Sucesso. E não “lave as mãos” para mais este problema nacional!

    (Artigo de Luiz Martins, publicado no revista de bordo TAM Magazine, janeiro de 2006)

    Estivemos recentemente, no Paraná, vivendo uma época de racionamento programado de água, que foi mais uma campanha, já acabou. Os reservatórios estão em seus níveis normais e voltamos a gastar água feito loucos.

    Há mais ou menos 15-17 anos, quando ainda fazia o ensino fundamental, lia nos livros didáticos que apenas 2% da água do planeta era potável. Há uns 5 anos já ouvia na TV e jornais que apenas 1% da água do planeta era potável. Caí na real. Já sabíamos e nada fazíamos para preservar nossa água (água apenas como exemplo, para não citar ar, energia, florestas, animais, pessoas…). E daqui a 5 ou 10 anos? Quando, seguindo a contagem, não houver mais água potável no planeta? Isso não é previsão para nossos filhos e netos, é previsão para nós mesmos.

    Este novo programa de Curitiba e região metropolitana deveria se tornar uma rotina, não campanha. Aprenderemos “na marra” a economizar água, energia, etc.

    Releiam o artigo acima, pensem, reflitam. Fica a minha pequena colaboração.

    Tarcísio Cavalcante

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  • Filed under: Brasil, Economia
  • Cerca de 150 voluntários estarão trabalhando no próximo sábado (11 de novembro) no Grande ABC, na realização de testes gratuitos de diabetes. Pelo menos 10 mil exames devem ser feitos entre 10h e 17h, em um dos 11 pontos instalados em Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Ribeirão Pires e Mauá.

    É o sexto ano seguido que ADIABC (Associação de Diabetes do ABC), em parceria com a Faculdade de Medicina do ABC, promove a campanha, que tem duas frentes. Uma delas são os exames e a conscientização da população. A outra, uma campanha de arrecadação para ajudar a associação – sem fins lucrativos –, que desenvolve diversas atividades durante o ano.O endocrinologista e presidente da ADIABC, Márcio Krakauer, afirma que boa parte da população tem diabetes e não sabe. Os riscos são maiores em pessoas mais velhas, obesas, mulheres que tiveram alta taxa de glicemia durante a gravidez ou que deram à luz a bebês com mais de quatro quilos. “Quem tem pai ou mãe diabético também tem chances de desenvolver a doença. Neste caso, o risco aumenta depois dos 40 anos”, completa Krakauer.

    O teste é rápido e o resultado sai na hora. Nos casos positivos, o encaminhamento para tratamento também será imediato.

    Doação: Quem quiser contribuir com a associação pode doar R$ 5,00 nas lojas da COOP do ABC. Em troca, o colaborador ganha um “Bibchinho” de pelúcia, doado pelo Habib’s para a campanha, e um vale-esfiha que pode ser trocado nas lojas Habib’s no próprio dia 11 de novembro.

    Confira os endereços no site da ADIABC:
    www.adiabc.org.br

    Fonte:Atmosfera Feminina

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  • Filed under: Brasil, Mundo
  • O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, ao ser questionado sobre o projeto de controle da Internet, afirmou ontem que os problemas surgidos com o uso da rede deveriam ser resolvidos por meio da tecnologia e do mercado. Bastos disse ter um conhecimento superficial do projeto que está em discussão no Congresso, mas afirmou que ele parece ter problemas.

    Projeto pretende controlar livre acesso à Internet

    Às vésperas da votação na Comissão de Constituição de Justiça do Senado, o substitutivo do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) para três projetos de lei que tramitam em conjunto pelo Congresso Nacional, que trata da regulamentação e repressão aos crimes de informática no Brasil, pode provocar uma mudança drástica na forma como se dá hoje o acesso à Internet no Brasil.

    O ponto mais polêmico é a identificação dos internautas que naveguem por serviços brasileiros em que haja interatividade, ou seja, tenham a participação do usuário. Estão nesse leque as salas de bate-papo, envio de mensagens eletrônicas e textos para blogs. O projeto também obriga a identificação de quem faz a captura de dados, como músicas e imagens. O texto, conhecido por “Lei de Crimes de Informática”, deve ser votado na próxima quarta-feira, 8 de novembro, em Brasília. Se passar, será votado no plenário do Senado e em seguida é enviado à Câmara, também para votação.

    Para António Tavares, presidente da Abranet (Associação Brasileira de Provedores de Acesso, Serviços e Informações da Rede Internet), caso aprovadas da forma que estão, as exigências podem levar os provedores a oferecer seus serviços no exterior, onde tais obrigações inexistem. Segundo ele, isso acarretaria perda de empregos diretos e indiretos, além de diminuição de investimentos no setor.

    “A junção de vários projetos em um só é um trabalho insano e os resultados podem ficar longe do esperado. Estão querendo reinventar a roda e assim colocar todo um sistema em risco”, diz.

    Tavares afirma que a Abranet defende a auto-regulação e participação da sociedade e dos usuários, a exemplo do que há muitos anos se consolida em práticas internacionais.

    Aos provedores de acesso caberia impedir o acesso anônimo do usuário à rede e o armazenamento de dados de conexões, como horários de entrada e saída, além do tempo de permanência na redes. Esses dados teriam de ser guardados por três anos. O projeto prevê que os provedores passem a ser responsáveis pela veracidade das informações prestadas pelo usuários, sob pena de responderem judicialmente por possíveis incorreções. A pena para o acesso sem identificação prévia seria de dois a quatro anos de reclusão. Nesse caso, o infrator ficaria detido até o juiz estabelecer uma fiança.

    O presidente da entidade avalia que exigir co-responsabilidade dos provedores na veracidade das informações prestadas é exagerado. “Querem passar para os provedores uma responsabilidade que não é deles”, diz.

    De acordo com o senador Azeredo, relator do projeto, inicialmente, a manutenção dos dados aconteceria por dez anos. Em sucessivos acordos, o prazo baixou para cinco e agora três anos.

    “Essa é uma situação que foi colocada para nós e vamos estudar para minimizar qualquer impacto negativo para as empresas nacionais. Hoje, qualquer pessoa pode enviar uma mensagem, por exemplo, com uso de identidade falsa. Isso não interessa a nenhuma pessoa de bem”, diz Azeredo.

    Além de senha, nome do usuário e número do IP (Protocolo Internet), que identifica o computador, como acontece hoje, o provedor teria de arquivar também informações do internauta como nome e endereço completo, data de nascimento, número do CPF, carteira de identidade e telefone. Para a segurança desses dados, os provedores terão de cruzar os dados, por exemplo, com o Cadastro Nacional de Pessoas Físicas e Jurídicas.

    Crimes
    A lista de condutas que passam a ser criminalizadas inclui dano por difusão de vírus digital, falsificação de cartão de crédito ou débito, furto qualificado por uso de informática, furto de senhas, fraude de informações, obtenção indevida de informação na rede e phishing – difusão maliciosa de código com a intenção de obter dados pessoais dos usuários, como senhas bancárias. A prática mais comum é o envio de e-mails não solicitados, apontando o link para um serviço falso, onde senhas são capturadas. As penas que estão sendo discutidas variam entra três e dez anos de detenção.

    Para Demi Getschko, conselheiro do Comitê Gestor de Internet, uma nova legislação específica para a Internet se faz desnecessária. “A Internet é muito dinâmica e essas leis podem se tornar obsoletas rapidamente. Em apenas algumas situações novas, como a difusão de vírus, por exemplo, a tipificação se justifica. Para outros tipos de crime, deve ser utilizada a legislação vigente.”

    Segundo ele, o projeto exagera, por exemplo, a obrigar as pessoas a se identificarem em canais interativos. “Uma pessoa que vá ao correio colocar uma carta, ou mesmo usa um telefone público não necessita fazer isso. Mas na Internet seria obrigado. Há muito exagero nesse sentido”, diz.

    Na última semana, as entidades enviaram a Eduardo Azeredo um documento que revela a inquietação do setor com a possibilidade das novas medidas serem colocadas em vigor. O documento alerta para o comprometimento da inclusão digital no Brasil e a migração de prestadores de serviço, como os provedores, para fora do território nacional. Isso traria uma dificuldade ainda maior para a busca – por parte das autoridades brasileiras – dos criminosos na rede.

    Impacto
    O relator do projeto admite que é possível que haja algum impacto entre os provedores para se adaptarem à lei em um primeiro momento, caso ela venha a ser aprovada. “Mas isso seria apenas em um primeiro momento, como acontece com qualquer mudança. A partir daí, todos seriam beneficiados”, diz Azeredo.

    Segundo os provedores de rede de acesso e entidades relacionadas, a aprovação do substitutivo não alcançará a finalidade a que se propõe, que é evitar o abuso e a violação do direito de terceiros. Entram aí crimes contra os direitos humanos, como racismo, a pedofilia, e crimes contra o patrimônio.

    A principal alegação dos que defendem o anonimato na rede recai para outros perigos que o cadastramento dos usuários pode trazer. Isso porque os bancos de dados com informações de cunho pessoal podem ficar expostos a uma possível devassa judicial, além do risco de extravio para fins ilegais.

    As obrigações excessivas impostas pelo projeto, apontam as entidades provedoras, vai custar mais para as empresas e os usuários podem ter de pagar mais pelos serviços.

    “A Internet é um meio que exige que respeitemos as suas especificidades e peculiaridades. Não se pode deixar o crime campear. Vai haver aí uma tensão dialética entre o direito à privacidade e a liberdade de expressão, por um lado, e, por outro, a repressão ao crime. Isso vai se resolver pelo mercado, pelo avanço da tecnologia”, disse à Folha de S.Paulo.

    O projeto de lei, que deve ser votado esta semana na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, obriga a identificação dos internautas que naveguem por serviços brasileiros em que haja interatividade, como salas de bate-papo, envio de mensagens eletrônicas e textos para blogs. Os usuários teriam de fornecer nome, endereço, número de telefone, da carteira de identidade e do CPF às empresas provedoras de acesso à Internet, às quais caberia a tarefa de confirmar a veracidade das informações.

    A líder do PT, senadora Ideli Salvatti (SC), defendeu a matéria afirmando que é preciso ter um controle maior para combater crimes cometidos na rede. Segundo a senadora, um dos pontos positivos do projeto é a tipificação de crimes como dano causado por difusão de vírus eletrônico e manipulação indevida de informação eletrônica.

    O líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), ressaltou que não conhece o projeto, mas afirmou ter a “impressão” de que a medida vai burocratizar o acesso à rede. “Os crimes cometidos não podem restringir o uso da Internet. O espírito dela não é esse”, afirmou.

    Ex-ministro das Comunicações do governo Lula, deputado Miro Teixeira (PDT-RJ), disse que “qualquer intenção de controle da Internet é nociva, além de ser uma tarefa impossível”.

    Fonte:Redação Terra 

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