O Blog do Grupo UP do Brasil
5 Apr
Evite o derperdício adotando apenas algumas medidas simples.
Se a conta d’água não é motivo suficiente para você se preocupar em economizar, lembre-se que a água potável do mundo pode estar acabando. Evite o desperdício seguindo oito passos simples.

1. NO BANHO – Molhe-se, feche o chuveiro, ensaboe-se e depois abra para enxaguar. Não fique com o chuveiro aberto. O consumo caíra de 180 para 48 litros.
2. AO ESCOVAR OS DENTES – Uma torneira aberta gasta de 12 a 20 litros de água por minuto. Ao escovar os dentes, feche a torneira e utilize um copo com água para enxaguar a boca.
3. NA DESCARGA – Verifique se a válvula não está com defeito, aperte-a uma única vez. A descarga utiliza mais água do que precisa. Assim, para evitar desperdício, você pode também usar um saquinho de areia (para ocupar espaço) ou regular a bóia, para que o reservatório encha menos.
4. NA TORNEIRA – Uma torneira pingando gasta 46 litros de água por dia. Isto significa 1.380 litros por mês. Feche bem as torneiras.
5. VAZAMENTOS- Um buraco de 2 milímetros no encamamento desperdiça cerca de três caixas d’água de mil litros. Verifique seu encanamento.
6. NA LAVAGEM DE LOUÇAS – Lavar louças com a torneira aberta o tempo todo desperdiça até 105 litros de água. Ensaboe a louça com a torneira fechada e depois enxágue tudo de uma vez. A lavadora gasta cerca de 45 litros. Só a utilize quando estiver cheia de louça.
7. NA LAVAGEM DO CARRO – A mangueira gasta cerca de 600 litros de água para cumprir a tarefa. Lave o carro com um balde e use a água que sobra da máquina lavar roupa.
8. NA LIMPEZA DE QUINTAL E CALÇADA – Use a vassoura para essa tarefa – se precisar, utilize a água que sai do enxágue da máquina de lavar.
Por: Pro-Teste
5 Apr
Para perder peso, o melhor é tirar essa idéia da cabeça
Um estudo realizado em uma universidade da Nova Zelândia sugere que relaxar pode ser, para as mulheres, uma forma mais eficaz de emagrecer do que fazer dieta. A pesquisa, que utilizou 225 voluntárias obesas ou com o peso acima da média, dividiu as mulheres em três grupos com programas de emagrecimento diferentes com duração de 10 semanas. Os programas incluíram exercícios, dietas, informação e até meditação.
“Nós descobrimos que a intervenção mais bem sucedida foi aquela que envolveu o intenso treinamento em técnicas de relaxamento para reconhecer e evitar o estresse, que é o que leva a pessoa a comer mais. Essa abordagem se concentra em melhorar o estilo de vida para reforçar a saúde independentemente da perda de peso”, disse a nutricionista Caroline Horwarth, uma das autoras do estudo.
Segundo ela, a abordagem sem uma dieta propriamente dita também tem melhores efeitos a longo prazo, evitando que a pessoa vlte a ganhar peso. Já a dieta tradicional de restringir alimentos (tanto com relação às calorias quanto ao tipo), teria poucos resultados a longo prazo.
“Dentro de cinco anos as pessoas que se submeteram a uma dieta restritiva acabam até mais pesadas do que quando começaram. Elas tendem a desenvolver atitutes insalubres com relação à comida e perdem sua habilidade natural para reconhecer quando estão com fome ou saciadas”. diz a pesquisadora.
Por: Pro-Teste
13 Mar
LONDRES (Reuters) – Cientistas demonstraram pela primeira vez que pode ser possível “ler” a mente de uma pessoa pela simples observação de sua atividade cerebral.
Usando uma moderna scanner para medir o fluxo sanguíneo, pesquisadores britânicos anunciaram na quinta-feira que eram capazes de dizer em que posição estavam os participantes voluntários de um teste, em um ambiente de realidade virtual gerado por computador.
“Surpreendentemente, a simples observação dos dados cerebrais permitia prever exatamente onde eles estavam”, disse aos jornalistas Eleanor Maguire, do Wellcome Trust Centre for Neuroimaging, na University College London.
“Em outras palavras, fomos capazes de ‘ler’ suas memórias espaciais”, acrescentou.
A descoberta abre a possibilidade de desenvolver máquinas que leem diversos tipos de memórias, ainda que Maguire tenha dito que o risco de leituras de pensamento “intrusivas” ainda estejam muito distantes.
Ela acredita, em lugar disso, que a descoberta, reportada em artigo na revista Cell Biology, ajudará na pesquisa sobre distúrbios de memória como o mal de Alzheimer, ao esclarecer de que maneira a região cerebral do hipocampo registra memórias.
Maguire e seus colegas usaram uma tecnologia conhecida como ressonância magnética funcional, ou fMRI, que coloca em destaque as regiões do cérebro quando estas entram em atividade.
Ao estudar os cérebros das pessoas enquanto estas jogavam um jogo de realidade virtual, eles puderam medir a atividade de certas regiões do hipocampo, uma área do cérebro conhecida por suas funções essenciais para a navegação e memória.
A pesquisa abre caminho para analisar como outros pensamentos — entre os quais memórias mais amplas do passado ou visualizações do futuro — podem ser codificados nos neurônios.
Isso poderia permitir, no futuro, o uso da fMRI para exames forenses de uma série de memórias e pensamentos, o que poderia resultar em um sério dilema ético.
Por enquanto, porém, a tecnologia só funciona com voluntários; Demis Hassabis, um dos pesquisadores, declarou que demorará pelo menos dez anos antes que aplicações forenses se tornem possíveis.
22 Jul
Com 02 anos de experiência o Pense Magro foi considerado o melhor e mais visitado site da área de saúde ligada a obesidade por algumas revistas, tornando-se o maior site especializado em terapia para tratamento de obesidade e distúrbios alimentares.
Orientado pela psicoterapeuta Rejane Sbrissa, reúne uma equipe altamente qualificada de profissionais da área de psicoterapia e nutricão que têm como objetivo auxiliar no tratamento global do paciente, cuidando simultaneamente da mente e corpo, a fim de banir de uma vez por todas os males da obesidade e suas causas.
O Pense Magro tem conseguido enorme êxito no tratamento de crianças, adolescentes e adultos de ambos os sexos.

28 May
Depois de noites “viradas”, você começa a perceber que seu raciocínio está mais lento e que sua capacidade de concentração está cada vez menor. E quanto mais tempo você fica sem dormir, mais parece que os quilinhos na balança aumentam.
Produzida durante o sono, a leptina é um hormônio que regula o apetite enquanto se está dormindo. Quando se dorme menos do que o necessário, o hormônio é produzido em menor quantidade, fazendo com que a pessoa coma mais. “Quem dorme mais, tem menos peso do que quem dorme menos”, comenta o neurologista Shigueo Yonekura.
“Pessoas que não dormem bem tendem a criar gordura, e não massa muscular”, comenta o neurologista e chefe do Setor de Distúrbios do Sono do Instituto do Sono de São Paulo, Ademir Baptista da Silva.
Mas quando se fica noites inteiras sem dormir, há ainda o risco de que não se consiga memorizar corretamente situações vividas durante o dia. “O sono serve para memorização, o que nós aprendemos é gravado durante o sonho”, explica Yonekura.
Há ainda o risco de casos de hipertensão e diabetes terem uma piora, pois quando se fica muito tempo sem dormir a liberação de uma substância chamada noradrenalina aumenta, elevando a pressão arterial.
Além da sonolência característica, quem fica muito tempo sem dormir (mais de seis dias seguidos, por exemplo), tem ainda chances de, em casos mais graves, ficar desorientado chegando até a ter alucinações. “A pessoa pode sim enlouquecer, pois as alucinações são o protótipo da loucura. Ela pode ainda ter comportamentos esquizofrênicos”, explica Silva.
Recuperando o sono perdido
Quando se fica noites inteiras e seguidas sem dormir, a única maneira de recuperar o sono perdido é aumentando em uma ou duas horas o tempo dormido de noites subseqüentes. “É preciso dormir vários dias a mais para compensar. Acredita-se que se demore cerca de dez dias para compensar o sono perdido”, comenta Silva.
Segundo o neurologista Shigueo há ainda quem consiga fazer um banco de horas de sono. “Algumas pessoas conseguem dormir algumas horas a mais do que o habitual na noite anterior para gastar esse tempo na noite seguinte.”
Para quem passou uma noite em claro, vai a dica do especialista: “Durante o dia, tire vários cochilos de até 10 minutos, eles funcionam melhor do que se você dormir apenas uma hora.”
Possíveis conseqüências de noites mal dormidas:
- Ajuda a engordar
- Baixa imunidade
- Baixa memorização
- Cansaço físico
- Depressão
- Envelhecimento precoce
- Falta de concentração
- Irritabilidade
- Má regulação da temperatura corpórea
- Piora em quadros de hipertensão
- Sonolência
Serviço:
Ademir Baptista da Silva – neurologista
www.sono.org.br
Shigueo Yonekura – neurologista
www.institutodosono.com.br
Fonte: Terra Saúde
23 Feb
O transporte de bicicletas nas composições do Metrô de São Paulo está autorizado aos sábados, das 15h às 20h, e aos domingos e feriados, das 7h às 20h, a partir do próximo sábado (24). Embora a medida facilite o acesso dos esportistas a parques e ciclovias, ela ainda não incentiva o uso diário da bicicleta como meio de transporte.
De acordo com as regras do Metrô, as bicicletas só poderão entrar no último vagão, que estará assinalado com um adesivo no piso da plataforma, e deverão ser transportadas sempre ao lado do corpo.
Pessoas sem bicicletas são prioridade no momento do embarque; e crianças com bicicletas devem estar acompanhadas de adultos.
Não é permitido subir durante a permanência nas dependências das estações, incluindo em passarelas e rampas.
7 Jan

Fim de semana planejado há semanas. Casa na praia, dias ensolarados, família. Tudo parece estar perfeito até que o seu filho começa a ficar irritado e chorão. Sim, as famosas brotoejas, aquelas erupções vermelhas, sobretudo no rosto, pescoço, ombro, barriga e peito, o pegaram.
A brotoeja, chamada cientificamente de Miliária, é provocada pelo suor e pela obstrução ou inflamação das glândulas sudoríparas. Dessa forma, a transpiração não chega até a superfície da pele, causando irritação, freqüentemente com coceira. “As brotoejas aparecem mais no calor, mas pode acontecer também no inverno”, diz o Dr. José Roberto Lutti Filho, clínico geral. “Isso acontece quando as mães superaquecem os bebês com roupas ou excesso de calor em ambientes climatizados”, completa o médico.
Apesar de menos freqüente, a brotoeja também pode acometer os pais. “Nos adultos, a excreção é mais adequada, mas, com a sudorese abundante, na prática de exercícios, por exemplo, pode ocorrer”, diz o dermatologista Sérgio Delort.
O tratamento das brotoejas, em geral, acontece de maneira simples. “Na maioria dos casos, pastas d´águas e calaminas são o suficiente”, avalia Dr. Sérgio. Porém, o dermatologista alerta que, quando a coceira for forte ou tiver infecção com pus nos locais das lesões, é hora de procurar um médico. “O principal problema da brotoeja é a possibilidade de infecção bacteriana, causada pelos estafilococos”, diz o dermatologista.
Assim como a maioria das mamães, Cássia Sanchez, sofreu com as brotoejas de Rafael e Pedro. “Não cheguei a levá-los ao médico, mas apelei à velha e boa receita de mãe. Coloquei maisena na água do banho dos meninos e as erupções melhoraram”, diz a supervisora de priecing. “Soluções caseiras servem nos casos mais leves”, alerta Dr. Sérgio.
Fique ligada
Segundo o Dr. Sérgio Delort, há três tipos de brotoeja. Conheça:
1-miliaria cristalina (também chamada de sudamina) - é assintomática e as vesículas (pequenas “bolhinhas”) são cristalinas. Nesta forma, a obstrução é superficial.
2-miliaria rubra (brotoeja) – obstrução mais profunda e as “bolhinhas” são avermelhadas e dão coceira na criança
3- miliaria profunda ou periporite – a obstrução é bastante profunda e, freqüentemente, é acompanhada de infecção por bactérias. Nestes casos é hora de procurar um especialista.
Contatos:
Dr. Sérgio Delort
A Clínica da Pele, de Araraquara
Contatofamiliadelort@vivax.com.br
Retirado do site: www.afamiliacresceu.com.br
23 Nov
Entra ano e sai ano e sempre prometemos a mesma coisa: “Vou começar a praticar esportes, parar de fumar, me aproximar mais da família, me dedicar mais ao trabalho, cuidar mais de mim, fazer aquele curso de inglês, comprar ou trocar aquele carro, enfim, fazer tudo que não fiz no ano passado”. Mas será que fará mesmo? Será que estas metas serão cumpridas? Afirmo que serão, mas somente se todos os seus objetivos estiverem registrados num importante documento chamado Projeto de Vida.
Este é o início da matéria “Projeto de vida: documento elaborado por quem sabe aonde quer chegar”, escrito para a Revista Vencer pelo Yasishi Arita, diretor da Arita Treinamento e Consultoria e autor do livro Olhe o que você está fazendo com a sua vida!
A matéria, que compartilho com entusiasmo, está em PDF, disponível no Syxt neste endereço: http://200.143.25.72/users/85/49/24985/projeto_de_vida.pdf
Em tempo: o Syxt é um website que conecta profissionais através de relações de confiança. Semelhante a sites de relacionamentos, mas o principal objetivo do Syxt é fazer com que o profissional se aprimore adquirindo novos conhecimentos e informações, proporcionando novos clientes, fornecedores e parceiros.
Sim, estou trabalhando no meu Projeto de vida.doc, anexando o orçamento.xls para facilitar a organização e planejamento de meus sonhos e futuras conquistas. Faça você também!
Cada uma das etapas para a elaboração do seu Projeto de Vida requer a devida atenção para que o resultado seja de conquistas e realizações. Basta empenho e coragem para expor o que você realmente deseja. As dificuldades na elaboração desse projeto valem a atenção para serem superadas, pois é através desse valioso documento que se conquistará o sucesso em todos os âmbitos da vida.
Tarcísio Cavalcante
23 Nov
Se você perdeu a bula de um medicamento ou não está entendendo nem enxergando nada do que está escrito nela, visite esse site:
http://www.e-bulas.bvs.br/cp.php
onde você encontrará bulas de todos os medicamentos disponíveis no mercado.
A grande vantagem é que há duas versões: uma, para leigos, onde vem tudo mastigadinho, numa linguagem de fácil entendimento, explicando o que são aquelas palavras indecifráveis que estão lá; e outra, para profissionais de saúde, com detalhamento das substâncias e com todos aqueles palavrões que só eles entendem.
Legal esse serviço prestado pela ANVISA.
Divulgue este lado bom da Internet!
Tarcísio Cavalcante
(dica recebida por e-mail)
6 Sep
Apesar de 70% dos pacientes que fumam afirmarem que gostariam de parar de fumar, apenas 7.9% conseguem fazê-lo sem ajuda. Estima-se que a simples advertência do médico eleve esta taxa para 10.2%, e que o uso combinado de reposição de nicotina, bupropiona (Zyban ®) e suporte social ou comportamental possa elevá-la para 35%. Saiba aqui as mais recentes condutas comprovadamente eficazes para a interrupção do tabagismo.”
Primeiro saiba o que o cigarro pode causar
O uso do tabaco não é algo novo. Existem relatos de que essa prática foi apresentada a Cristóvão Colombo pelos nativos norte-americanos, sendo levado para a Europa, onde disseminou. Porém, considera-se que o uso do tabaco na forma de cigarro é um fenômeno moderno.
A queima do tabaco gera, além da nicotina e do monóxido de carbono, mais de 4.000 compostos químicos. Na fumaça gerada, a maior parte das partículas apresenta tamanho que favorece a sua deposição nos pulmões, permitindo a elas exercerem seu efeito tóxico e carcinogênico. A nicotina é o principal componente do tabaco e, como sabemos, é a responsável pelo desenvolvimento da dependência, de forma que os fumantes vão regulando o número e a freqüência de cigarros para satisfazer a dependência e evitar a abstinência.
Há mais de quarenta anos a medicina vem acumulando conhecimentos acerca dos malefícios do cigarro para a saúde humana. O primeiro relato de associação do tabagismo com o desenvolvimento de doença foi em relação ao câncer de pulmão, em 1964. A partir de então, vários outros relatos da associação do tabagismo a várias outras doenças foram surgindo. O tabaco aumenta o risco de doenças em vários sistemas orgânicos, não apenas o respiratório, mas também o cardiovascular, o gênito-urinário, endócrino.
Por ano, mais de 400.000 pessoas morrem de forma prematura devido ao tabagismo, nos EUA. Estima-se que aproximadamente 40% dos fumantes morrerão mais cedo, caso não parem de fumar. Esses números são alarmantes, fazendo com que o tabagismo seja uma importante causa de morte prevenível. Por isso, são destinados tantos recursos ao desenvolvimento de campanhas e estratégias contra o início do tabagismo, bem como no auxílio à cessação desse vício. A cessação do tabagismo é difícil, mas não é impossível, ressaltando-se que mais ou menos 3 milhões de norte-americanos abandonam o tabagismo, a cada ano. Nesse artigo vamos abordar os benefícios da cessação do tabagismo.
Doenças relacionadas ao tabagismo
1) Sistema Respiratório
O tabagismo é o principal fator de risco para o desenvolvimento da chamada “doença pulmonar obstrutiva crônica” (DPOC), representada por duas apresentações: o enfisema pulmonar e a bronquite crônica. A DPOC é uma doença progressiva, irreversível, que afeta de maneira importante a qualidade de vida do paciente. Ela compromete a capacidade de exercer atividades físicas e, em estádios avançados, faz com que o paciente tenha dificuldade até mesmo para comer e tomar banho; nessa fase, o paciente pode necessitar passar a maior parte do dia conectado a um balão de oxigênio. Embora o dano pulmonar seja irreversível, a cessação do tabagismo faz com que a queda na função do pulmão (acontecimento normal com o envelhecimento) fique mais lenta. Além disso, associa-se a melhora dos sintomas de tosse crônica e com expetoração. O tratamento médico para a DPOC tem pouco benefício, caso o paciente não pare de fumar. Alguns tipos mais raros de doenças dos pulmões podem desaparecer completamente, após o indivíduo parar de fumar. Além das doenças dos pulmões, a cessação do tabagismo favorece também doenças das vias aéreas superiores, como a rinite alérgica.
2) Sistema Cardiovascular
O tabagismo aumenta o risco de doença arterial coronariana (angina, infarto do miocárdio) em aproximadamente três vezes, sendo que a interrupção do uso reduz rapidamente esse risco (à metade em um ano, e continua caindo com o passar do tempo). Vale lembrar que o aumento do risco é maior quanto maior o número de outros fatores de risco que o indivíduo apresente. O uso do tabaco pode ser responsável por até 90% das doenças vasculares periféricas, nos pacientes não-diabéticos. Aumenta também o risco de derrame cerebral. Após 15 anos da cessação do tabagismo, o risco de infarto do miocárdio é semelhante ao das pessoas que nunca fumaram.
3) Câncer
O tabagismo é responsável por quase 90% dos casos de câncer de pulmão, e a interrupção do tabagismo reduz o risco desse câncer já após 5 anos, embora os ex-fumantes ainda mantenham um risco maior do que quem nunca fumou. Outros cânceres cujo risco aumenta com o tabagismo são: câncer da cavidade oral; câncer de esôfago; câncer de bexiga; câncer de estômago; câncer de pâncreas; câncer de laringe; câncer de colo uterino; câncer de rim. Alguns estudos sugerem que o cigarro também aumenta o risco de câncer de intestino grosso e de mama. Mesmo após o diagnóstico de algum desses cânceres, a cessação do tabagismo é benéfica, pois reduz o risco de um segundo câncer, além de melhorar a chance de sobrevida relacionada ao primeiro câncer.
4) Gravidez
A gravidez apresentam risco aumentado em mulheres fumantes, como: ruptura prematura das membranas; descolamento de placenta; placenta prévia; abortamento espontâneo (pequeno aumento no risco), baixo peso do recém nascido, prematuridade, maior risco de morte após o nascimento e durante o parto, complicações respiratórias após o nascimento e até mesmo atraso de desenvolvimento nos primeiros anos de vida. Há aumento do risco da síndrome de morte súbita do lactente.
5) Outras Doenças
O tabagismo atrasa a cura das úlceras pépticas, e a cessação do mesmo reduz o risco de desenvolvimento dessa doença. O tabaco aumenta a taxa de perda óssea, favorecendo o desenvolvimento de osteoporose e aumentando o risco de fraturas. Esse risco reduz-se após 10 anos da interrupção do fumo. Outros problemas associados ao tabagismo são as rugas e a disfunção sexual (por exemplo, a “impotência sexual”).
Os consensos atuais afirmam que o tratamento para interrupção do tabagismo é efetivo, e que deve ser oferecido a todos os tabagistas por ocasião da consulta médica. Assim, torna-se importante questionar todos os pacientes sobre o hábito de fumar. Quando a resposta for positiva, indica-se a realização de algumas perguntas básicas que auxiliarão a descobrir se existe dependência física da nicotina. Uma vez feito este diagnóstico, deve-se sondar a disposição do paciente a abandonar o cigarro.
Um screening apontado como eficiente para avaliar a dependência da nicotina é o questionário CAGE, que consiste de 4 perguntas. Neste questionário, considera-se que existe dependência quando há resposta positiva a duas das seguintes perguntas:
1. Você alguma vez já tentou ou já sentiu necessidade de parar de fumar?
2. Alguma vez você já se sentiu incomodado com as pessoas o aconselhando a parar de fumar?
3. Alguma vez você já se sentiu culpado por fumar?
4. Você costuma fumar na primeira meia hora após ter acordado?
Outra opção interessante de questionário é o Fagerström abreviado, cujas respostas montam um escore onde 5 a 6 pontos representam dependência pesada da nicotina, 3 a 4 pontos representam dependência moderada e 0 a 2 pontos representam dependência leve. O Fagerström consiste das seguintes perguntas:
Você fuma o seu primeiro cigarro:
( ) Menos de 5 minutos após acordar (3 pontos)
( ) 5 a 30 minutos após acordar (2 pontos)
( ) 31 a 60 minutos após acordar (1 ponto)
Quantos cigarros você fuma por dia?
( ) mais de 30 cigarros (3 pontos)
( ) 21 a 30 cigarros (2 pontos)
( ) 11 a 20 cigarros (1 ponto)
A disposição a abandonar o tabagismo pode ser dividida em cinco estágios: pré-contemplação, contemplação, preparação, ação e manutenção. Considera-se que na pré-contemplação o paciente não acredita que fumar é um problema ou se recusa a considerar a idéia de interromper o hábito. Na contemplação, o paciente reconhece que fumar é um problema e quer interromper o tabagismo. No estágio da preparação, o paciente elabora planos para parar de fumar, e eles serão colocados em prática no estágio de ação. O último estágio, da manutenção, é o tempo durante o qual o paciente se mantém em abstinência do cigarro. As recaídas são comuns e os pacientes freqüentemente retornam ao início do ciclo várias vezes até obterem uma abstinência estável.
Para definir quais as intervenções mais apropriadas, o médico deve avaliar em qual dos cinco estágios se encontra o paciente. Oferecer reposição de nicotina a um paciente no estágio de pré-contemplação, por exemplo, é uma intervenção com poucas chances de sucesso, uma vez que para chegar ao estágio de ação o paciente deve passar pelos estágios anteriores. Portanto, nesta primeira etapa, o médico agirá de forma mais eficaz se simplesmente encorajar o paciente a pensar sobre o tabagismo e a considerar a possibilidade de que fumar seja um problema que mereça atenção.
Discutiremos a seguir o estagio de preparação, etapa na qual há uma maior intervenção e participação, tanto do médico quanto do paciente.
Uma vez que o paciente tenha optado por interromper o tabagismo, considera-se como iniciado o estágio da preparação. Neste momento é adequado discutir os vários sistemas de reposição de nicotina, o possível uso da bupropiona (Zyban ®) e a necessidade de apoio social e familiar. Neste momento, o médico deve também auxiliar o paciente a formar uma estratégia simples de interrupção do tabagismo, que deve incluir os seguintes pontos:
1. Definir uma data para parar de fumar. Freqüentemente, o paciente fica mais motivado quando esta data tem algum significado especial, como a comemoração de um aniversário.
2. Obter apoio. O paciente deve informar familiares e amigos (solicitando apoio) sobre sua decisão de parar de fumar em determinada data. O médico deve encorajar o paciente a procurar grupos de apoio ou programas comunitários que enfoquem a interrupção do tabagismo.
3. Preparar o ambiente. O paciente deve ser aconselhado a retirar cigarros, isqueiros, cinzeiros e outros objetos relacionados ao tabagismo de sua casa, escritório e/ou carro, e a solicitar aos demais que não fumem na sua presença.
4. Montar planos para evitar recaídas. Durante a abstinência, vários pacientes podem identificar imagens, rituais e experiências sensoriais que eles associem ao cigarro. Por este motivo, é necessário que médico e paciente discutam previamente estratégias que evitem a recaída nestas situações. Uma boa estratégia é evitar o álcool, uma vez que ele reduz o autocontrole, aumentando o risco de recaída do paciente.
5. Selecionar um sistema de reposição de nicotina, se necessário.
6. Iniciar bupropiona, se necessário. Ela deve ser iniciada uma ou duas semanas antes da data prevista para a interrupção.
Esta fase se inicia na data marcada para a interrupção do tabagismo. Nesta data, o paciente já deve ter iniciado a bupropiona (se necessário), iniciar a reposição da nicotina (se necessário) e ter limpado seu ambiente de quaisquer elementos relacionados ao cigarro.
Durante esta fase, o apoio de um grupo ou o acompanhamento próximo (por visitas ou telefonemas) de um profissional responsável pode aumentar as chances da interrupção ser efetiva. Estes contatos devem ser realizados semanalmente no primeiro mês de abstinência e semanalmente quando for futuramente interrompido o uso de bupropiona e/ou de reposição de nicotina.
Sinais e sintomas de abstinência de nicotina incluem irritabilidade, ansiedade, bradicardia, aumento do apetite, inquietude e dificuldade de concentração. Estes problemas podem ser reduzidos nos pacientes com dependência alta ou moderada através de medicamentos.
Estudos têm demonstrado que a reposição de nicotina diminui em 2 vezes a taxa de recaída dos medicamentos. Existem 4 formas disponíveis de reposição igualmente eficazes: adesivos, goma de mascar, spray nasal e inalador. O uso de qualquer uma delas deve ocorrer na data de interrupção do cigarro e o uso combinado pode otimizar o tratamento nos tabagistas de alta dependência.
A bupropiona(Zyban ®) também pode ser usada, e reduz a compulsão do paciente pelo cigarro, aumentando sua capacidade de se abster de fumar. O uso deve começar 2 semanas antes da data prevista para interrupção, e deve persistir por 8 a 12 semanas após esta data.
A maioria dos pacientes sofre recaída nos primeiros 6 a 12 meses após a tentativa de interrupção. Quando isto ocorre, o paciente deve ser encorajado a tentar novamente.
Estudos têm demonstrado que o uso da bupropiona (Zyban ®) resulta em 30% de abstinência em 12 meses, contra 16% de abstinência com o uso isolado da nicotina. O uso combinado da nicotina e da bupropiona tem se mostrado mais eficaz do que os dois tratamentos isolados. A terapia comportamental, o apoio do grupo e a persistência do médico e do paciente são essenciais ao sucesso do tratamento.
Fonte: Site UOL/EstiloSaúde